O problema da violência nos estádios de futebol brasileiros

Enviada em 30/10/2024

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, garante a todos os cidadãos, dentre outras características, a preservação da integridade física dos indivíduos. Todavia, no que se refere ao problema da violência nos estádios de futebol brasileiros, o documento elaborado não se perpetua na prática. Por certo, a negligência estatal e a falta de segurança são fatores que favorecem esse cenário.

Percebe-se, a princípio, que o descaso governamental possui profunda relação com a problemática. Sob essa visão, de acordo com o filósofo John Locke, há uma ruptura do Contrato Social, já que o Estado não cumpre com seu mínimo dever de garantir que todos os indivíduos usufruam de seus direitos. Dessa forma, devido à ineficácia das ações do Poder Público e à ausência de fiscalizações rigorosas, os empecilhos para reduzir o problema da violência nos estádios de futebol brasileiros têm crescido de forma considerável no país. Isto posto, é inaceitável que essa realidade permaneça.

Outrossim, evidencia-se, a insegurança existente nos estádios de futebol como motivador da problemática. Nessa circunstância, na obra Utopia, do filósofo Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social é ausente de problemáticas sociais. Todavia, a composição do filósofo não é vista na prática e isso se explica pela falta de policiamento adequado nos estádios, o que faz com que a violência dentro e em torno desses patrimônios se intensifiquem cada vez mais. À vista disso, urge a necessidade de mudança.

Infere-se, portanto, a urgência de combater essa problemática no Brasil. Logo, cabe ao Ministério Público- órgão de maior instância do país- a intensificação das leis a respeito da fiscalização nos estádios de futebol, por meio de políticas públicas, com o intuito de reduzir o problema da violência nesses patrimônios nacionais. Consequentemente, o documento da Constituição Federal de 1988 será colocado em prática.