O problema da violência nos estádios de futebol brasileiros
Enviada em 30/10/2024
“Futebol, política e religião não se discutem.” - Esse ditado popular brasileiro evidencia temas considerados polêmicos, pois revelam opiniões polarizadas na sociedade. Nesse sentido, o Futebol, por fazer parte da identidade nacional, recebe a influência de fatores sociais externos que acentuam a competição a nível extremo. Portanto, faz-se necessário o fim da lacuna educacional e o fortalecimento da segurança pública no Brasil.
Dito isso, é válido analisar as causas e consequências que tornam o Futebol um esporte violento. De acordo com o sociólogo Milton Santos, “a força da alienação vem da fragilidade dos indivíduos quando apenas conseguem identificar o que os separa, e não o que os une”. Sendo assim, a principal responsável por contribuir com as agressões físicas e orais entre torcedores é a falta de pensamento crítico em perceber que o verdadeiro jogo acontece em torno de dinheiro, consistindo nesses, os que menos ganham.
Ademais, a falta de investimento do Governo em políticas públicas que ofereçam qualidade de vida para as pessoas aumenta a insegurança e sentimento de sobevivência nesses espaços de plateia. Segundo o sociólogo Darcy Ribeiro, “a crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto”. Sob essa óptica, outros direitos além da educação são sucateados, como a segurança de estar na rua e não ser alvo de perseguição. Por consequência, o medo deixa o ser humano em alerta e se preparando para defesa de qualquer ameaça.
Em suma, a violência nos estádios pode acabar com o devido cuidado do Estado. Com isso, os Ministérios da Educação, do Esporte e da Segurança, devem promover rodas de conversa, por meio da valorização da comunicação não violenta e o respeito as diferenças, além de reforçar a assistência preparada nesses espaços, a fim de extinguir com casos de crimes à vida. Só assim, será possível consumir de maneira prazerosa e saudável práticas desportivas como o Futebol.