O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 02/05/2020

No filme ¨Epidemia¨, uma equipe de médicos de uma pequena cidade corre contra o relógio para impedir a disseminação e encontrar antídoto para uma distúrbio infeccioso causado por um macaco. Em tempos hodiernos, esse filme assemelha-se á situação vivenciada pela sociedade brasileira, uma vez há recorrentes casos de doenças que já foram erradicadas. Assim, percebe-se uma vulnerabilidade do corpo coletivo gerado pela negligência estatal, bem como pela inobservância do poder público.

Convém ressaltar, em primeira análise, á apatia dos pais em relação a vacinação é um dos fatores que contribui para o ressurgimentos dessas enfermidade. Á luz do exposto, segundo o sociólogo Erving Golfman, revela que a coletividade estabelece estigmas sociais, os quais colaboram com a marginalização da vacina. Nesse sentido, a dispersão de notícias falsas e o movimento antivacina, faz com quem alguns pais deixem de imunizar seus filhos. Por consequência, as crianças - grupo de risco - ficam suscetível as moléstias, principalmente, aquelas que já foram cessadas.

Faz-se, mister, ainda salientar a omissão do estado como impulsionador do problema. Acerca desse prisma, a Constituição Federal de 1988, art.196, preconiza que é dever do Estado garantir politicas públicas e econômico que visem á redução do risco de doença. Conquanto, a realidade vai de encontro o que determina a Carta Magna, haja vista a falta de saneamento básico nas regiões periféricas -  são os  mais afetados - e a escassez de recursos em relação a vacina, em alguns sistemas básicos de saúde, potencializa os riscos da emersão dessas patologias. Por conseguinte, o Estado acaba tendo mais gastos no que se refere aos investimentos das vacinas.

Infere-se, portanto, o Governo deve orientar a população, por meio campanhas na Tv e seminários interdisciplinares, voltados para a importância de se imunizar, com o intuito de mitigar os danos advindos das notícias inverídicas que aflige alguns indivíduos. Ademais, cabe ao Estado fomentar o investimento em politicas públicas e adotar medida exequíveis, por intermédio de melhorias estruturais no sistema básico de vacinação e também no saneamento básico, com o objetivo de diminuir os casos dessas doenças infecciosas.