O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 01/10/2019

No início da Expansão Marítima, século XV, muitos marinheiros e escravos morriam por causa do escorbuto, entretanto, após descobrirem que era causado pela falta de vitamina C, foi incluído a dieta naval as frutas e verduras. Hodiernamente, tornou-se algo raro devido a evolução da ciência. Todavia, mesmo o Brasil oferecendo através do Sistema Único de Saúde (SUS): vacinas, remédios, acompanhamento médico e dentário gratuitos, muitas doenças ainda perduram, seja pela imprudência dos indivíduos ou da negligência dos governos em cuidar da cidade. Nesse ínterim, urge debater as causas do reaparecimento de doenças erradicadas no país.

Mormente, a falta de informação leva os brasileiros a terem dúvidas sobre os tratamentos convencionais. Por exemplo, antes da Revolta da Vacina, os cidadãos cariocas eram obrigados a se vacinarem mesmo desconhecendo seus efeitos. Em seguida, foi demonstrado a eficiência desse ativo medicinal no combate às doenças, tal como, adotado seu caráter facultativo. Outrossim, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 20 milhões de crianças no mundo não são imunizadas, corroborando, assim, para a reincidência das doenças as quais antes foram erradicadas. Sabe-se, também, que muitos pais optam pela não vacinação de seus filhos, dentre tantos motivos, descrentes da efetividade do fármaco.

Ademais, da mesma forma que as doenças no Rio apareceram devido à ausência de saneamento básico, outras mais retornam, as quais evidenciam que os investimentos atuais no setor ainda não são suficientes para a demanda populacional. A partir disso, doenças transmitidas por vetores tornam-se recorrentes no país. Mosquitos, ratos, caracóis e cachorros são exemplos mais comum. Esses, fazem seus hospedeiros reféns de enfermidades como a Dengue, Febre Amarela, Doença de Chagas e Raiva. Assim, nota-se que se o Poder Público não se voltar ao planejamento das cidades, a propagação de mais doenças será inevitável. Nesse contexto, torna-se necessário lembrar das recentes mortes de macacos no Brasil como indicadores do vírus da Febre Amarela nas metrópoles.

Destarte, faz-se mister combater o retorno de doenças as quais haviam sido erradicadas. Portanto, cabe ao Governo continuar a ofertar os tratamentos e preventivos pelo SUS, como as visitas nas casas para sanar ocorrências de mosquitos da Dengue. No que tange os demais vetores, castrar animais de rua, imunizá-los e encaminhá-los para centrais de adoção, e também, tratar o esgoto e da limpeza nos ambientes públicos com o fito de impedir a proliferação epidemias. Além do controle biológico,ainda ao Governo, incube a função de fornecer nas regionais informativos sobre a importância de vacinar-se no combate às doenças. Desse modo, será possível inibir o reaparecimento delas no Brasil.