O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 03/08/2018
No século XVIII, o médico Edward Jenner criou um medicamento para profilaxia de doenças. Ele foi chamado de vacina e é conhecido mundialmente pelo seu efeito. Mas, como todo medicamento tem seu efeito colateral, a vacina passou a ser rejeitada por inúmeras pessoas com receio do que ela poderia causar. Devido à isso, doenças erradicadas estão voltando a surgir, no Brasil.
Esse receio iniciou com as pesquisas fraudadas do médico inglês Andrew Wakefield. Ele manipulou seus estudos e divulgou o resultado associando a doença autismo com a vacina de sarampo. A partir de então, surgiu o movimento antivacina. Esse movimento está ganhando força atualmente, pois a autonomia de não vacinar o filho fez reaparecer doenças já erradicadas, no Brasil, como o próprio sarampo e a poliomielite. Isso porque a pessoa não vacinada torna-se transmissor da doença gerando um problema de irresponsabilidade social.
Aliado a esse fato, recentemente, começou uma onda migratória de venezuelanos para o Brasil, trazendo consigo o vírus do sarampo. Por ser uma doença erradicada, o governo parou de distribuir sua respectiva vacina, o que fez os brasileiros não terem estrutura (proteção) para receber os imigrantes. Além disso, vários brasilienses foram até à Russia assistir à Copa. Esse ambiente está em crise de doenças que não há mais no território brasiliano. Por conta disso, já foram registrados 161 casos de doenças que poderiam ser evitadas por vacina, segundo os relatórios do Ministério da Saúde.
Analisando essa epidemia, é necessário que o Ministério da Saúde volte a dar vacinas e fazer campanhas, por meio de redes de comunicação, mostrando a necessidade de vacinar-se e o prejuízo da rejeição dessa prática, para que as pessoas se conscientizem da importância. Além disso, devido um dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) seja a autonomia, o governo deveria intervir nessa rejeição ao medicamento por meio de restrições de algumas ações, como já faz os Estados Unidos, que impede a matrícula em creches e escolas, a fim de que aumente o alcance das vacinas. Dessa forma, os brasileiros estarão imunes mais uma vez e as doenças voltarão a ser erradicadas.