O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 07/08/2018

De acordo com a Lei da Inércia, um corpo que está em movimento, tende a permanecer em movimento até que surja uma força contrária suficiente para pará-lo. Nesse sentido, percebe-se que o reaparecimento de doenças já erradicadas no Brasil precisam ser combatidas intensamente, devido à gravidade do problema, o qual ocorre em razão da negligência governamental frente às populações carentes e a fragilidade da educação pública.

Em primeira análise, segundo o contratualista John Locke, o ‘‘contrato social’’ é o dever do Estado de garantir a integridade dos cidadãos, todavia o Governo Federal não efetiva esse direito. Isso decorre da falta de investimentos e cuidados nas regiões carentes, como as periferias comunidades, em que a população vive, muitas vezes, sem saneamento básico, contrariando a Constituição Federal de 1988. Por conseguinte, doenças como a Dengue e a Cólera, a qual dependem da falta de saneamento e água parada, reaparecem dentro da população marginalizada.

Em segunda análise, a precária condição educacional é um fator facilitador para a volta de doenças transmissíveis. Em razão da ignorância da população em relação ao contágio e ao combate patológico, enfermidades como a Sífilis, por exemplo, voltam a assolar a população, já que, muitas vezes, as pessoas acham que o principal e único motivo do uso de preservativos é para impedir a gravidez. Dessa maneira, doenças já erradicadas tendem a reaparecer dentro da sociedade, devido a falta de conhecimento que os indivíduos apresentam frente a essa problemática, já que, consoante o filósofo Immanuel Kant, a educação é a principal influenciadora da sociedade.

Logo, torna-se evidente que medidas são necessárias para combater essa tônica. Em virtude disso, cabe ao Governo Federal, em conjunto com empresas público-privada, combater a falta de higiene e sanamento básico dentro das comunidades carentes, por meio de obras e fiscalizações, a fim de dar condições básicas para a população. Ademais, é fundamental que o Ministério da Educação, promova debates e palestras dentro das escolas, com o intuito de educar, conscientizar e ensinar os indivíduos a prevenir o contágio de certas doenças. Dessa forma, será possível mudar a inércia das doenças no Brasil.