O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 06/08/2018
No século XX, houveram grandes incidentes de doenças como a dengue, sarampo e rubéola. Entretanto, com a introdução da vacina no território brasileiro, o número de infectados por tais enfermidades diminuiu, e algumas passaram a ser consideradas erradicadas. Porém, nos últimos anos, algumas doenças tem retornado, as chamadas Doenças reemergentes.
Umas das principais e mais preocupantes doenças são a dengue e a febre amarela. Seu transmissor é o Aedes Aegypti, um mosquito que depende da água parada para se reproduzir. Esse tópico trás a tona questões sobre o saneamento básico da população. A precariedade desse serviço público, aliado ao desmazelo da sociedade perante as medidas preventivas, e fatores climatológicos de um país tropical que contribui para a proliferação desses mosquitos, contribui para o retorno dessas doenças.
Além disso, doenças sexualmente transmissíveis como a Aids e a sífilis, também regressaram. A sífilis, por se tratar de uma doença que, se detectada em uma gestante, pode afetar a gestação e o bebê, tem preocupado tanto a população, quanto os poderes públicos de saúde. Segundo dados apontados pelo Ministério de Saúde (MS), entre 2005 e 2014, houveram mais de 100 mil casos registrados de sífilis. Dados como esses demonstram a falta de informação por parte da sociedade sobre as formas de contagio e sua prevenção com a utilização de preservativos.
Ademais, a falta de conhecimento e instrução por parte dos pais tem afetado o público infantil. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, uma em cada cinco crianças não são devidamente vacinadas. Por consequência, houve um aumento na ocorrência de doenças como sarampo e a escarlatina.
Em suma, o Ministério da Saúde, juntamente dos três poderes governamentais, devem investir em melhorias na área da saúde como, o saneamento básico, distribuição de preservativos e remédios, principalmente nas áreas mais pobres, e auxilio médico aos infectados. Além disso, o MS, junto do Ministério da Educação, deve também aplicar campanhas nas escolas e hospitais, sobre a importância da vacinação e da prevenção sexual contra doenças infecciosas, utilizando assim, a educação em prol da erradicação das doenças.