O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 15/08/2018

Segundo a Constituição federal de 1988, é de responsabilidade do Estado medidas públicas que prezem pelo bem-estar de todos os cidadãos. Assim, quando há ressurgimento de doenças já erradicas, é natural que culpa incida sobre o ministério da saúde. No entanto, antes de tudo é necessário intender dois fatores importantes, a questão da baixa cobertura vacinal, bem como, resistência criada sobre a imunização oferecida a população.

Em primeiro lugar, não há garantias de que as vacinas estão acessíveis a todos os brasileiros. Isso porque de acordo com a portal folha de São Paulo, o sarampo não atinge 95% da cobertura vacinal desde 2012, além disso, os recentes cortes na verba da área da saúde, não ajudam a solucionar o problema. Sendo assim, o baixo alcance vacinal um dos fatores preponderantes sobre a questão da regressão de doenças erradicadas.

Outrossim, é válido destacar a escolha de muitos cidadãos em não se imunizar, o que também se configura como uma resistência a vacina. E segundo o sociólogo Émile Durkheim, o fato social é um fenômeno caracterizado por ações e pensamentos exteriores ao indivíduo. Analogamente, é possível intender que movimentos como antivacina e até crenças populares antigas, criam no cidadão a rejeição a imunização, o que o torna disseminador de doenças como febre amarela ou até rubéola, essas que tem prevenção a vacina.

Portanto, o reaparecimento de doenças erradicadas tem a sua causa nos dois fatores, e de certa forma o problema precisa ser remediado. Destarte, o Ministério da saúde o dever de liberar verbas, buscando ampliar o número de vacinas nos postos de cada cidade, para que de novo os combates as doenças sejam realizadas. Ademais, é necessário que a Sociedade brasileira de imunizações crie mais campanhas que estimulem a importância de se vacinar, objetivando uma consciência coletiva das pessoas. E só assim, o problema será remediado.