O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 03/09/2018
A Revolta da Vacina, ocorrida no Rio de Janeiro durante início do século XX, teve como principal motivação o medo e o desconhecimento da população a respeito da imunização, fundamentos esses provocados por uma deficiência de informações passadas pelos órgãos governamentais. Igualmente a essa fase, o Brasil vem enfrentando a resistência de grande parte dos cidadãos em aderir as vacinas, o que colabora para o retorno de doenças já erradicadas. Desse modo deve-se analisar como a conscientização e as fake news influenciam na problemática em questão.
A falta de conscientização e informações são um dos problemas da sociedade brasileira que mais afligem a imunização dos indivíduos. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), as vacinas fornecidas a adultos não atingem mais do que 50% de cobertura. Isso pode ser explicado pela falta de importância que a população dessa faixa etária dá às imunizações, e também pela crença de que as aplicações são mais importantes para as crianças. Além disso, os postos de atendimento, geralmente, fecham nos horários de almoço, no qual grande parte dos brasileiros estão disponíveis, desse modo tendem a prolongar o recebimentos das doses.
Ademais, as fake news tendem a gerar tumulto e receio entre a população a ser imunizada. A exemplo disso, pode-se citar a divulgação em 2016 de que supostas vacinas vencidas seriam a causa para o surto de microcefalia em bebês no nordeste, o que gerou desconfiança e redução no números de doses aplicadas. Atrelado a isso, as redes sociais e alguns médicos, geralmente desconhecidos, colaboram para a disseminação de falsas informações, levando os cidadãos a crer em possíveis contaminações ou desenvolvimento de doenças graves. Tais fatores permitem que a desconfiança se alastre, deixando grande parte da população suscetível a novos surtos de doenças já erradicadas.
Tendo em vista os argumentos apresentados, deve-se investir na difusão das informações e conscientização. Para tal o governo deve promover campanhas de vacinação que enfatizem os benefícios das aplicações e a importância para qualquer faixa etária, a fim de aumentar os imunizados, principalmente os adultos. Assim como, o ministério da Saúde deve intervir nas fake news, desestruturando e esclarecendo boatos a respeitos das doses e instruindo a população sobre o procedimento. Desse modo o número de adeptos ás vacina será maior e o país estará menos suscetível a possíveis epidemias.