O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 07/08/2018
O alerta, recentemente emitido pelo Ministério da Saúde, sobre os surtos de sarampo e rubéola na Europa assinala um revés que tem preocupado os governantes de todo o mundo: o reaparecimento de doenças já erradicadas. No Brasil, o aumento de doenças reemergentes deve-se, em grande parte, a queda dos índices de vacinação e ao modelo sócio-econômico-administrativo adotado.
De acordo com pesquisas governamentais, o percentual de crianças menores de um ano de idade vacinadas no país caiu de 106% para 95% entre os anos de 2007 e 2016. Isto porque, o movimento contra a vacina tem ganhado força desde a publicação de uma pesquisa que relacionava a vacina tríplice viral ao autismo. No entanto, a despeito das ideologias, imunizar ainda é o método mais eficaz contra a aquisição de doenças que para além de sequelas graves podem causar a morte. Nesse sentido, a OMS aponta que a morte de cerca de 1,5 milhão de crianças por ano, no mundo, poderia ter sido evitada através da vacinação.
Ademais, o sistema sócio-econômico e as escolhas Administrativas do país colaboram para a recidiva. O modelo capitalista adotado, estimula a exploração irracional da natureza e altera profundamente as condições climáticas e ambientais, causando a modificação genética dos patogênicos. Nesse sentido, as vacinas e medidas profiláticas utilizadas, muitas vezes, já não são suficientes para combater as novas versões das doença. E, mesmo que seja nítida a necessidade de se investir em pesquisas médicas, o governo brasileiro destina pouca verba ao setor.
Assim sendo, é necessário que o Ministério da Saúde, invista em campanhas educativas através de palestras, propagandas e aulas ministradas nas redes de ensino, visto que informar a população é a melhor forma de convencê-la sobre a relevância da vacina. Ademais, deve-se priorizar o desenvolvimento de pesquisas, por meio de concessão de subsídios financeiros públicos e privados, bem como pela criação parcerias entre Universidades, centros de pesquisa e o Governo Federal.