O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 08/08/2018

Com a descoberta da penicilina, no século xx, diversas vidas foram salvas com o uso da vacina na Segunda Guerra Mundial, com isso, se iniciava a utilização em larga escala da mesma. No entanto, em 1998, o médico britânico Andrew Walkefield apontou o autismo como consequência da tríplice viral ocasionando em uma manifestação contra a imunização. Com a diminuição da vacinação, antigas doenças estão novamente atacando a população. Diante disso, deve-se analisar como a falta de informação da população e a negligência do Governo estão inclusos na problemática em questão. Em primeiro lugar, cabe dizer que a proliferação das falsas notícias na internet é responsável por essa distorção de ideias na sociedade. Isso acontece porque, com o crescimento de grupos contrários à vacinação, que são responsáveis por essas fake news (notícias falsas), os cidadãos têm acreditado que podem combater as doenças usando somente a alimentação. Assim, medidas importantes para a prevenção de doenças são evitadas. Conforme dados do Sistema Único de Saúde (SUS), no ano de 2017, 33,3% não participaram da segunda dose da tríplice viral. Em decorrência dessa negação, patologias já erradicadas estão voltando ao cenário brasileiro. Em Segundo lugar, vale ressaltar que a baixa cobertura do Governo é responsável pelo reaparecimento dessas doenças. Isso ocorre porque, com a diminuição das campanhas pela vacinação, grande parte da sociedade não está dando a importância necessária para o tema e deixando de tomar a vacina. Como prova disso, segundo dados do jornal O Globo, a cobertura de vacina contra doenças está abaixo dos 90% exigidos. Tal situação evidencia a negligência dos governantes com a problemática. Fica claro, portanto, que é necessário falar sobre a importância da vacina no corpo social. Para tanto, o Ministério da Saúde, em conjunto com os Postos de Saúde Municipais, devem incitar projetos a fim de relembrar à população a necessidade da imunização como prevenção de doenças perigosas. Ademais, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com a rede midiática, realize oficinas educativas que divulguem as consequências que podem ter uma sociedade sem prevenção, desmistificando o conteúdo atrelado às fake news. Dessa forma, essas enfermidade não causarão problema para o corpo social.