O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 09/08/2018
É de conhecimento geral que, atualmente, a reemergência de doenças é um dos problemas mais evidentes na sociedade brasileira. É mediante tal questão que muitas vidas são colocadas em risco. Nesse contexto, é indispensável salientar que a falta de conhecimento acerca das medidas profiláticas está entre as causas da problemática, haja vista uma crescente popularização dos movimentos que são contra a vacinação. Diante disso, vale discutir a insuficiência da administração pública para com o combate às doenças reemergentes e a importância da educação para a evolução do país, bem como a atuação do Estado no âmbito da solução desse impasse.
Em uma primeira abordagem, é fundamental destacar que as campanhas contrárias às vacinações não são invenções do século XXI. No ano de 1904, a cidade do Rio de Janeiro foi testemunha de uma epidemia de varíola. Em virtude disso, o Ministério da Saúde desenvolveu uma vacina e o seu uso se tornou obrigatório. No entanto, a atitude do governo não satisfez toda a população. Existia entre a classe mais pobre uma cerca ignorância sobre o funcionamento das vacinas, pois acreditavam que essa invenção aumentava o risco de morrerem. Apesar de ter acontecido há mais de 100 anos, é possível perceber que muitas pessoas ainda acreditam que as vacinas são prejudiciais à saúde. Aliados a isso, os baixos investimentos nos programas de prevenção de saúde colaboram para a problemática, na medida em que a conscientização através da mídia não é firmada. Dessa forma, é necessária uma mudança drástica na forma como o sistema de saúde é conduzido no Brasil.
Outro ponto em destaque - nessa temática - é a relevância da educação para o desenvolvimento da nação. Nesse sentido, o educador Paulo Freire sustenta a ideia de que, se a educação não pode transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Fazendo jus desse conceito, é imprescindível a difusão de conhecimento sobre os benefícios da vacinação e da utilização de métodos contraceptivos. Nessa ótica, estudos do Instituto de Pesquisas de Campinas indicam que as medidas prevenção de saúde são essenciais para a contenção das epidemias, a julgar que os gastos públicos se tornam menores e a saúde do coletivo não é colocada em risco. Sendo assim, uma mudanças nos valores da sociedade é importante para transpor as barreiras da ignorância.
Portanto, o Ministério da Saúde deve concentrar esforços em políticas prevenção. Para isso, deve promover, em parceria com a mídia, uma campanha para eliminar os focos do mosquito da dengue, estimular a vacinação - mediante a divulgação dos benefícios - e distribuir mais preservativos nos postos de saúde. Assim, o Brasil evitará que mais casos epidêmicos reapareçam na sociedade. Com tais medidas, será possível salvar inúmeras pessoas de doenças lamentáveis, como a Sífilis.