O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 10/08/2018

Em 2014, a África Ocidental enfrentou o maior surto de ebola já registrado, causando grande temor na Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, o reaparecimento de doenças erradicadas é uma constante preocupação social, visto que, essas surgem pelas mudanças climáticas e socioespaciais.

É fato que as profundas alterações climatológicas causadas pela ação antrópica, afetam a dinâmica dos diversos ecossistemas terrestres, através do aumento da temperatura e da umidade, propiciando  um ambiente ideal para a multiplicação de parasitas, bactérias e vírus. Dados do jornal Folha, mostram que elevações termométricas e precipitadas contribuem 45%, na incidência de vetores como o Aedes aegypti.

Outro fator diz respeito aos periódicos movimentos migratórios, os quais colaboram na democratização epidêmica entre diversas nações que poderiam ser evitadas. Exemplo disso, é o estado de Roraima, que em 2018, registrou 1500 casos de sarampo, adquiridos por meio dos refugiados venezuelanos e preocupa o Conselho Estadual de Saúde.

Portanto, tendo em vista os aspectos observados, é necessário que o Ministério da Saúde (MS) em parceria com a grande mídia, incentivem a população por meio de anúncios e agentes de saúde domiciliares, sobre a importância da vacinação e disponibilizem doses para as diversas classes sociais, visando reduzir os focos epidêmicos e prevenir contra possíveis pandemias incontroláveis. Ademais, precisa-se que o Ministério da Defesa (MD), reforce o controle da entrada de estrangeiros potencialmente infectados nas fronteiras, através do estabelecimento de postos avançados dirigidos por especialistas na área da infectologia, utilizados na investigação de possíveis enfermos, pretendendo impedir a vinda de novas doenças no país.