O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 10/08/2018
A revolta da vacina em 1904 no Rio de Janeiro- RJ, marcou a reação contrária da população ao movimento sanitarista de Oswaldo Cruz e a vacinação compulsória autorizada pelo Estado.Analogamente no país, o desconhecimento aliado ao preconceito, veem propiciando o ressurgimento de doenças já erradicadas, colocando em risco a saúde de toda a população. Assim, o combate a essa problemática ainda é um desafio.
Tal fato é resultado da desinformação acerca dos danos causados pelas doenças. Sob essa ótica, apesar dos avanços científicos e das campanhas educativas, alguns indivíduos se veem amedrontados frente a administração do antiviral, com receio sobre possíveis efeitos adversos e buscam informações na internet,com charlatões ou até mesmo aderindo aos movimentos antivacinas . Segundo a BBC,os movimentos antivacinais estão ligados ao aumento de 400% dos casos de sarampo na Europa e a disseminação dessa prática pelo mundo, coloca em risco a saúde.Logo, a discussão acerca dos perigos é fundamental.
Ademais, os fluxos migratórios proporcionados pela globalização tem internacionalizado as doenças.Nessa perspectiva, a corrente migratória venezuelana trouxe consigo o surto de sarampo, segundo a Organização Mundial de Saúde, que emitiu alerta para observação na região de fronteira dos dois países, sendo que a referida doença estava erradicada desde 2016 no Brasil. Desta forma, o problema é de todos.
É preciso investir,portanto,em medidas educativas à população.Nesse sentido, o Ministério da Saúde, junto à mídia televisiva deve produzir propagandas como a do Zé Gotinha contra a pólio, por exemplo, alertando sobre os riscos e sequelas, para que a população se conscientize e volta a procurar os postos de saúde. Além disso, as secretarias de saúde municipais na região de fronteira, devem realizar mutirões para garantir acesso e a realização do esquema vacinal ao refugiado, para assegurar a saúde do indivíduo e combater a volta de doenças extintas. Para que assim, realmente as doenças só fiquem somente na história.