O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 03/09/2018
Doenças já erradicas no Brasil voltaram a ser motivos de preocupação entre autoridades sanitárias e profissionais da saúde. Ao passo que a consequente erradicação de doenças décadas atrás criou uma falsa ideia que atualmente não há necessidade da imunização. Nota-se também a ação de fakes news que são dissipadas, como também uma maior migração nas fronteiras brasileiras. Nesse contexto, deve-se analisar mecanismo que influenciam na problemática em questão.
Durante o início do século 20, as ruas da cidade do Rio de Janeiro acumulavam-se toneladas de lixo, por certo a proliferação de ratos e mosquitos facilitavam a transmissão de doenças que matavam milhares anualmente, a fim de reverter a situação, autoridade adotaram medidas de reurbanização, saneamentos e campanhas de vacinação. Porém hoje, as pessoas alimentam a ideia que uma vez erradicada, não haverá surtos e consequentemente não tem a necessidade em receber vacinas. Contudo, o maior desafio é a influencia de fakes news, na qual sugere que as pessoas podem ter grandes complicações na saúde e até morrer por conta de boatos maldosos. É uma situação desastrosa, porque leva os pais acreditarem que a vacina faz mal, e com isso as crianças tendem a ficarem expostas a contraírem doenças.
Outrossim, para justificar o reaparecimento de doenças erradicas, o Ministério da Saúde relacionou o sarampo á passagem de refugiados venezuelanos pelas fronteiras da região Norte. Efetivamente, o país vizinho é um dos quatro onde o vírus circula atualmente. No extremo do país, o Rio Grande do Sul também confirmou casos da doença. Nesse viés, país do Mercosul fizeram um acordo para evitar a reintrodução de doenças já eliminadas.
Torna-se evidente, portanto, que a reaparecimento de doenças já erradicas no Brasil precisa ser revisada. Em razão disso, o Ministério da Saúde em parcerias com emissoras de televisão, deve promover maiores campanhas publicitárias em relação a importância da vacina na infância como também na fase adulta. Paralelamente a isso, países vizinhos deve também se comprometer a reforçar ações de saúde nas fronteiras e a fornecer assistência aos migrantes numa tentativa de manter baixa a transmissão de casos. Assim é esperado que doenças como sarampo, caxumba, poliomelite e febre amarela voltem a ser doenças erradicas no cenário brasileiro.