O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 10/08/2018
Promover o bem-estar social. Garantir o direito à vida. Assegurar a saúde coletiva. Trechos promovidos pela ONU, demonstram o desejo pelo resguardo da população. Porém, observa-se um distanciamento entre o que é instituído e o que ocorre, haja vista que os desafios de garantir uma vida saudável, sem doenças, vão além de direitos ou leis. Compreender o atual cenário encontrado, em que o reaparecimento de enfermidades torna-se presente, é primordial para a promoção de resoluções, uma vez que grupos anti-vacinação e ações antrópicas, realizadas contra o meio ambiente, são observadas na atualidade.
O pesquisador e gastroenterologista Andrew Wakefield associou a vacina Tríplice Viral ao autismo em um artigo publicado em 1998, que anos depois veio a ser desmentido. Desde então, grupos anti-vacina favoráveis à imunizações alternativas com homeopatias e boa alimentação, vêm aumentando, de forma que tornam-se um problema, visto que essa parte da comunidade, não protegida, pode vir a contaminar outras pessoas. Pretexto este, que deve ser combatido, notado que doenças na qual já haviam sido cessadas como o sarampo, a varíola e a rubéola, voltaram a ser registradas no país.
Outrossim, o processo antropogênico, relacionado ao desenvolvimento econômico, causa desequilíbrios ecológicos, a exemplo do aumento da poluição e mudanças climáticas, que alteram o habitat dos vetores de parasitas, o que, consequentemente, expõe o ser humano ao aumento de patologias. Prova desse crescimento é o surto da dengue, a qual teve seu agente infectante erradicado no Brasil, na década de 1950, e agora, com o crescimento urbano-industrial, torna-se uma epidemia nacional. Por essa razão, urge a ação direta de entidades influenciadoras da sociedade, para que se encerre tal problema sócio-cultural.
Fica evidente, portanto, que medidas as quais asseguram a saúde da sociedade, são refutadas em detrimento de movimentos anti-vida e da exploração econômica, resultando no reaparecimento de doenças. Para contrapor tal situação, o Ministério da Saúde em ação conjunta com a mídia nacional, devem informar a população sobre os reais efeitos da vacinação, através de propagandas educacionais, para que dessa forma movimentos contra a imunização findem. Além disso, centros de pesquisa devem ser financiados pelo Estado, de forma a desenvolver vacinas conforme a variação do agente patológico com a finalidade de extinguir suas mutações, mesmo com o avanço social. Assim, será possível a longo prazo, o encerramento permanente de doenças que podem ser erradicadas, para de fato garantir as prerrogativas instituídas pela ONU.