O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 13/08/2018

Dores, hemorragias e mortes. Esses são alguns dos aspectos negativos atrelados ás doenças consideradas erradicadas no Brasil. Nos últimos anos, a população nacional se tranquilizou em relação as doenças que haviam, literalmente, sumido do mapa do país, tendo como exemplo o sarampo. Entretanto, essa enfermidade, que segundo a Organização Mundial de Saúde havia sido erradicada, voltou para o atual cenário do Brasil em 2018. Além do sarampo, outras males como os da poliomielite retornaram a aparecer nas filas de hospitais. Considerando essa situação, é possível afirmar que o brasileiro de despreveniu em relação as doenças erradicadas.

Em primeira instância, a diminuição no número de contaminados fez com que a população , em boa parte dos casos, deixasse de se preocupar com utilização de vacinas. Os anos 90 foram marcantes para os brasileiros pela disseminação de surtos de doenças como o sarampo. Depois desse ocorrido, a população passou a ter um grande receio de se contaminar ou ter alguém da família infectado. Tudo isso acarretou em uma enorme procura por vacinas e meios de proteção. Nos dias atuais, as pessoas passaram a acreditar que não é mais necessário se vacinar, visto que elas deixaram de conhecer um exemplo ou ouvir algum caso de pessoas contaminadas. Prova disso, segundo o jornal Gazeta do Povo, o Brasil, em 2018,  apresentou o menor patamar de imunização dos últimos 24 anos.

Além disso , a mídia deixou de apoiar e exibir publicidades e propagandas para os combates de algumas enfermidades. No final do século passado, a mídia se tornou uma das grandes responsáveis por ajudar a erradicar boa parte das doenças que atrapalhavam a qualidade de vida das pessoas. Através de campanhas e anúncios, que ajudavam a motivar o combate e, principalmente , anunciava as datas e os locais de vacinação, o brasileiro possuía uma grande fonte de ajuda. Atualmente, essas campanhas não se destacam nas grades de programação e muitas vezes nem são exibidas. Exemplo disso, a campanha de uso de preservativo sexual, meio muito eficaz de combate a sífilis, apenas é exibida pela grande mídia nacional durante a época do carnaval, como se a doença deixasse de existir durante o resto do ano.

Portanto, é possível perceber o atual descaso da sociedade em relação ao tema. Para tentar intervir nessa situação, o Ministério da Saúde, em parceria com a mídia, deve criar e exibir campanhas que divulguem a volta dessas doenças e os perigos que elas podem causar. Além da exibição em horário nobre na televisão aberta , a utilização das mídias sociais pode ser fundamental para ajudar a conscientizar os mais jovens. Desse modo, será possível alertar novamente a população sobre os malefícios causados por essas enfermidades e incentivar , novamente, a procura por vacinas.