O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 13/08/2018
A obra “O cortiço”, autoria de Aluísio Azevedo buscou retratar as condições da população carioca que vivia nos cortiços no século XIX, meio aos problemas de epidemias devido à precariedade no sistema de saneamento básico e não intervenções estatais no local. Entretanto, essa questão retornou como fato corriqueiro para a população, mesmo com o avanço da ciência e intensificação da medicina. Dessa forma, pode-se ratificar que o reaparecimento de doenças significa um retrocesso para o Brasil, visto que além de representar um problema de saúde pública, também é um empecilho para o desenvolvimento do país.
Primeiramente, deve-se salientar que é direito do indivíduo viver assegurado pela vigilância sanitária. Segundo o sociólogo brasileiro Caio Braga, a população precisa ser amparada em qualquer situação que haja perigo de vida, relacionado ao meio social em que esse se encontra. Nesse ínterim, sua afirmação expressa a necessidade da ação de políticas públicas que tratem o caso integralmente na raíz do problema, considerando a maior propagação de doenças em ambientes urbanos sem amparo, como por exemplo, com esgoto à céu aberto ou falta de coleta de lixo. Portanto, sem investimentos direcionados à origem do reaparecimento de enfermidades antes erradicadas, epidemias tendem a emergir e acarretará na baixa expectativa de vida populacional.
Além disso, é preciso inferir que o tema saúde é um dos indicadores sociais para classificação do Índice de Desenvolvimento Humano de um país. Indubitavelmente, estar à mercê do retorno de doenças evidenciadas nos séculos passados, como a malária, febre amarela ou doença de Chagas, transparece a falta de infraestrutura que um território possui para desenvolver-se, não somente na questão da vitalidade dos brasileiros, mas também no âmbito socioeconômico. Consequentemente, com a persistência do referido tema, de modo alastrado, o quadro do Brasil será dificilmente revertido e permanecerá na posição de uma nação subdesenvolvida.
Diante dos argumentos supracitados, é evidente que o reaparecimento de doenças é prejudicial para o país. Desse modo, o Ministério da saúde, por meio de investimentos nessa área, deve ampliar as pesquisas para a produção de novos medicamentos, bem como a criação de vacinas, para que as doenças já existentes sejam tratadas e não haja aparecimento de outras e então a população mantenha-se protegida. Ademais, é papel da mídia, por meio de rádios e programas televisivos, intensificar as propagandas para campanhas de vacinação, apresentando as possíveis complicações de um não tratamento adequado, com o intuito de atingir maior público e assim, as metas de imunização sejam alcançadas.