O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 16/08/2018

No início do século XX ocorreu no Rio de Janeiro, a chamada “Revolta da Vacina”, um motim gerado pela insatisfação das pessoas, em especial, as mais desinformadas, com a campanha de vacinação obrigatória contra a Varíola, dirigida pelo médico Dr.Oswaldo cruz. Na atualidade, no Brasil, revoltas populares relacionadas à vacinação não são mais vistos, todavia o reaparecimento de doenças já erradicadas no passado, tem refletido a despreocupação da população a respeito das vacinas.

A vacinação é um método artificial de criar um estado de proteção contra doenças infectocontagiosas. Com sua eficiência comprovada, esse tipo de imunização tem sido aliado da medicina no combate à inúmeras doenças graves. No entanto,  de acordo com o Ministério da Saúde, desde 2016 as taxas de imunização tem apresentado queda, na qual pouco mais de 50% do público alvo adulto e infantil tem sido vacinado.

Doenças como o Sarampo, Poliomielite, Rubéola e Difteria, já representaram um grande problema na sociedade brasileira, mas devido às campanhas de vacinação foram adormecidas. Todavia,com a queda dos índices de imunização, elas podem retornar ao cenário brasileiro. Por exemplo, casos de  surto de Sarampo já foram registrados em estados do norte do Brasil, que segundo o Ministério da Saúde já passam de 500 infectados. Esses dados trazem um alerta e demonstram o quanto é necessário  a importância da vacinação, uma vez que tem sido esquecida na medida em que as doenças deixam de se manifestar.

Um dos grandes desafios está na questão cultural e na falta de informação da população, que tem a vacina como um remédio e não como uma prevenção. Esse tipo de pensamento faz as taxas de imunização regredirem e ficarem longe do esperado pela Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações) que tem por objetivo atingir 95% do público-alvo.

É necessária, portanto, a intervenção do Ministério da Saúde junto ao Governo Federal, para elaboração de mutirões de vacinação em bairros que apresentam baixos índices de imunização, em centros urbanos e nos postos de saúde, a fim de garantir uma maior circulação de aplicação das doses das vacinas. Outrossim, é indispensável a criação de campanhas publicitárias em Rádio, TV e Redes Sociais, para melhor informar a população sobre o valor das vacinas. Também, deve-se criar por meio da ajuda do Ministério da Educação cartilhas e atividades extracurriculares em escolas de ensino fundamental e médio, educando e conscientizando a respeito da imunização e dos problemas causados pela falta dela. Dessarte, as doenças que tem reemergido, serão de vez erradicadas e ficarão apenas no passado assim como a “Revolta da Vacina”.