O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 30/08/2018
No período de transição entre monarquia e republica brasileira, o Rio de Janeiro era acometido por epidemias de febre amarela e varíola. Como resposta a tal problema, o governo modifica as condições estruturais da cidade e institui a vacinação compulsória. No entanto, hoje, apesar das medidas estabelecidas para evitar o reaparecimento dessas doenças, fatores inerentes a sociedade ainda contribuem para o ressurgimento de patologias já erradicadas no Brasil.
A principio, a omissão populacional frente as campanhas de vacinação representa obstáculo para a legítima erradicação de doenças. Nesse viés, a Organização Mundial da Saúde (OMS), determina que 90% da população deve estar vacinada, a fim de considerar uma efetiva cobertura vacinal. Porém, devido a descrença e despreocupação social sobre tais campanhas em conjunto com os fatores ambientais, o desencadeamento de graves enfermidades como sarampo, rubéola e caxumba, afetam em máxima intensidade a camada populacional mais pobre, que necessita de conscientização sobre a vacinação para evitar tais doenças.
De outra parte, o desflorestamento e o avanço populacional contribuem para o agravamento da situação. Dessa forma, a destruição das florestas resulta na migração de epidemias que até então eram selvagens, avançando para os grandes centros populacionais. A esse respeito, doenças como febre amarela, são noticiadas pelos seus altos índices de casos no Brasil, confirmando o fato da destruição natural contribuir com o reaparecimento de doenças.
Fica claro, portanto, que apesar do desenvolvimento científico eliminar a chance de aparecimento de patologias, a ação social determinada a sua efetividade. Dessa forma, torna-se necessária ação do Ministério da Saúde em conjunto com a Mídia na divulgação de campanhas que visem informar a importância da vacinação, a fim de erradicar essas doenças da antiguidade. Ademais, é importante destacar a ação do Ministério do Meio Ambiente em conjunto com o Ministério da Saúde na elaboração de projetos que contenha a destruição ambiental e consequentemente a disseminação de doenças