O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 16/08/2018
O Brasil foi pioneiro na incorporação de diversas vacinas no Sistema Único de Saúde, com o Programa Nacional de Imunização (PNI), e é um dos poucos países que ofertam uma grande quantidade de imunológicos para a população. Porém, no últimos anos, houve o reaparecimento de doenças erradicas, o qual agrava o quadro de saúde nacional. A volta dos patógenos está ligada à vacinação brasileira, e é causada pela diminuição da cobertura vacinal e o aumento dos movimentos antivacinação.
É primordial ressaltar que segundo dados do PNI, em 2017, todas as vacinas destinadas à menores de um ano ficaram abaixo da meta - imunizar 95% dessa faixa etária. Isso decorre da queda de ações de busca ativa por não vacinados, as quais priorizavam áreas de baixa cobertura vacinal, além dos frequentes casos de desabastecimento nos postos de saúde. Consequentemente, cria-se bolsões de suscetíveis, pois ter apenas 70% de cobertura significa ter 30% de cidadãos propensos, e nesses bolsões é onde aumenta as chances de doenças, como o sarampo e a rubéola, voltarem juntas com as epidemias.
Em segundo plano, o escritor francês François Rabelais disse que a ignorância é a mãe de todos os males, e tal frase torna-se evidente na problemática. Apesar dos números demonstrarem a eficiência e importância da vacina, cresce o número de pessoas dos movimentos antivacionais. Elas recusam vacinar os filhos e a si mesmo, por causa de uma falsa segurança, pois não acreditam que possam ficam doentes, ou pelo de informações falsas nas redes sociais, nas quais há a disseminação de efeitos colaterais inexistente, em suma: elas não se protegem em razão de ignorância. Por conseguinte, os males são a diminuição de pessoas imunizadas, com essa queda há a dificuldade de combater doenças como a dengue, a qual ainda tem um número de casos elevado, e, com o turismo internacional, há a proliferação em outros países, gerando uma pandemia.
Torna-se evidente que a quantidade de vacinas aplicadas e movimentos antivacionais são inversamente proporcionais e influenciam na área da saúde. Então é papel do Ministério da Saúde, melhorar a gestão da PNI, com o aumento da produção de vacinas e maior investimento em cidades com baixa cobertura para não criar bolsões de suscetíveis. Também cabe ao Ministério da Saúde, a propagação dos benefícios da imunização pelas redes sociais e mídias, com propagandas e postagens para combater as falsas notícias e conscientizar a população. Assim, o Brasil não deixará que doenças voltem a aterrorizar as famílias.