O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 25/10/2018
Movimentos antivacinas, “fake News”e a crise humanitária na Venezuela são alguns fatores que corroboram para o ressurgimento de doenças que foram consideradas erradicadas no Brasil, como por exemplo, o sarampo e a poliomielite. Diante disso, é perceptível a necessidade de ações a fim de evitar novos surtos e debelar novamente essas doenças. Os movimentos antivacinas, aliado às “fake news”, que disseminam notícias muitas vezes negativas e sem base científica, junto à falta de esclarecimento da população sobre as vacinações, fazem com que muitas pessoas deixem de se vacinar, temendo, principalmente, efeitos contrários. Porém, esses movimentos não são um fenômeno dos dias atuais. No início do século XX, na cidade do Rio de Janeiro, parte da população deixava de se vacinar por falta de informação e esclarecimento, o que fez com que o governo municipal tomasse medidas duras, aplicando a vacina de maneira violenta e obrigatória. Ademais, há fatores extrínsecos que impulsionam a volta de doenças erradicadas, como por exemplo, a crise venezuelana, país que está vivendo surtos de sarampo e diversos casos de poliomielite, que causa paralisia infantil. Nesse sentido, as migrações de venezuelanos que buscam refúgio no Brasil, trazem consigo doenças que por aqui já estavam controladas. Segundo dados de 2017, da OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), o estado de Roraima, fronteira com a Venezuela, é o que mais apresenta casos de sarampo no Brasil.
Diante dos fatos, conclui-se a necessidade de ações por parte do Ministério da Saude junto às mídias de comunicação de maneira a intensificar campanhas de vacinação, conscientizando e esclarecendo a população, combatendo assim falsas notícias e movimentos que amedrontam parte da sociedade, pois a vacinação não é questão de escolha e sim uma obrigação social. Conclui-se também, a urgência de reforços e investimentos na saúde pública, por parte do governo federal e dos estados brasileiros fronteiriços com outros países, criando novos postos de saúde e flexibilizando o horário de atendimento dos mesmos para além do horário comercial, de modo a tornar as vacinas mais acessíveis a população.