O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 24/08/2018

A Revolta da Vacina, reação popular à política de imunização de Oswaldo Cruz, foi motivada, principalmente, pelos boatos relacionados às intenções governamentais por trás da campanha. Hodiernamente, as quedas das taxas de vacinação no Brasil estão atreladas, igualmente, à falta de informação do grupo social e deixam brechas para o reaparecimento de doenças já erradicadas no país. Logo, cabe analisar as razões dogmáticas por trás do declínio das taxas e os possíveis danos à saúde pública, que podem ser irreversíveis.

De início, deve-se pontuar que o Poder Público é falho no que tange à garantia de informações à população. Considerando a perspectiva utilitarista de Stuart Mill, toda ideia não contestada, questionada, tende a se tornar um dogma. Quando a essa questão, os boatos que se propagam nas redes sociais a respeito de supostos danos que as vacinas causariam à saúde, em consonância com a ausência de campanhas governamentais de esclarecimento, afastam os indivíduos dos postos de vacinação e, consequentemente, os deixam mais vulneráveis às doenças previamente erradicadas.

Vale ressaltar, também, os riscos de tais patologias à saúde. A respeito disso, convém destacar a Sífilis, patologia viral que cresceu 5.000% em 5 anos no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, e pode gerar sequelas e perigos vitais a indivíduos como gestantes e seus bebês. Do mesmo modo, a ineficácia estatal e de órgãos formadores de opinião pública, como a escola e a mídia, no que diz respeito à conscientização, colaboram para o crescimento dos índices e para a epidemia da doença que, apesar de ter mecanismos de prevenção eficazes, voltou a ser epidemia no país.

Visto isso, medidas são necessárias para resolver as problemáticas. A fim de conscientizar a população, o Ministério da Saúde deve elaborar uma campanha publicitária que circule nos canais de TV aberta, com profissionais conhecidos, como o Dr Drauzio Varella, que falem sobre os mitos acerca da vacinação e os riscos da ausência dessa à saúde. Do mesmo modo, em parceria com o Ministério da Educação e Cultura, deve elaborar palestras a serem ofertadas aos estudantes do país, que tratem dos perigos de doenças como a Sífilis e incentivem a prevenção e a imunização contra outras nos postos de saúde. Desse modo, a sociedade se tornará diferente daquele da Primeira República, desinformado e vulnerável.