O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 19/08/2018
No decorrer da história, grandes epidemias como a peste bubônica, a cólera e a tuberculose assolaram o mundo e mataram centenas de milhões de pessoas, algumas foram controladas, outras, erradicadas. Não raro, nos dias atuais, toma-se conhecimento de doenças reemergentes que acometem mais vítimas e ameaçam a saúde e o bem estar público.
A priori, existem muitos fatores que corroboram com o reaparecimento de enfermidades antes combatidas no Brasil, um deles é a grande demanda de refugiados que o país vem recebendo a alguns anos, a exemplo temos o caso de alguns imigrantes da Venezuela, os quais adentram pelo Norte Nacional portando mazelas como o sarampo e a poliomielite. Outrossim, os casos de doenças sexualmente transmissíveis como sífilis, gonorreia e Aids, não param de crescer. A falta de saneamento básico, de vacinas disponíveis, o fechamento de unidades de saúde por falta de verbas, a incapacidade de suportar o grande contingente populacional e a falta de prevenção individual são aspectos que ajudam a aumentar os surtos.
Convém ressaltar também que, historicamente a sociedade enfrentou e enfrenta dificuldades em aceitar a remediação; a Revolta da Vacina, como exemplo, foi uma rebelião contra a vacina anti-varíola ocorrida no Rio de Janeiro em meados de 1904, as pessoas se recusavam a toma-lá pois tinham que despir-se para a aplicação e isso era considerado imoral na época. Hoje o movimento antivacina propaga ideias conspiratórias de que a finalidade da vacinação é expandir mais doenças e controlar a taxa de natalidade, o que acarreta em menor procura por proteção.
Dado o exposto, conclui-se que é essencial que haja maior número de campanhas televisivas - como a do Zé gotinha - e cartilhas virtuais. É necessário levar o assunto a salas de aula e lugares públicos, visando alertar sobre os males atuais e aumentar a procura pela imunização. Logo, é de extrema importância que o governo invista em saúde pública e nos remédios antivirais. Faz-se crucial a maior participação da Vigilância Sanitária em locais carentes, objetivando o saneamento básico; em contrapartida, os turnos de atendimento em hospitais devem relacionar-se com os horários disponíveis dos cidadão, para assim, ter um maior e melhor alcance social e extirpar definitivamente tais patologias.