O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 21/08/2018
No início do século XX ocorreu no Rio de Janeira, a chamada “Revolta da Vacina”, um motim gerado pela insatisfação das pessoas, em especial, as mais desinformadas, com a campanha de vacinação obrigatória contra a Varíola, dirigida pelo médico Dr.Oswaldo Cruz. Na atualidade, no Brasil, revoltas populares relacionadas à vacinação não são mais vistas, todavia o reaparecimento de doenças erradicadas no passado, indicam a baixa na cobertura vacinal e a despreocupação da população a respeito do assunto.
De acordo com o Ministério da Saúde, desde 2016 as taxas de imunização tem apresentado queda, na qual menos de 60% do público-alvo adulto recebeu a segunda dose contra o Sarampo. Outrossim, o Órgão indica o alto risco de retorno da Poliomielite em pelo menos 312 cidades brasileiras, devido a baixa adesão à imunização, com apenas 50% das crianças vacinadas. Esses dados revelam o quanto a população brasileira tem negligenciado as vacinas,tanto para sua saúde, quanto para a prevenção de doenças nas crianças.Uma vez que, mesmo com as campanhas de imunização gratuitas, um caos tem sido gerado para a saúde pública.
Ademais, doenças como Sarampo, Poliomielite, Rubéola e Difteria, já representaram um grande problema para as autoridades sanitárias, mas com as campanhas de vacinação foram adormecidas. Todavia, com queda nos índices de imunização, elas podem retornar ao cenário brasileiro, o que é um alerta para a população, que tem o dever de proteger-se contra essas mazelas, porém esse dever é esquecido na medida em que as doenças deixam de se manisfestar. Dessa forma, sendo um grande desafio na questão cultural e na falta informação da população, que tem a vacina como remédio e não como prevenção. Esse tipo de pensamento faz as taxas de imunização regredirem e ficarem longe do esperado pela Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações), que tem por objetivo atingir 95% do público-alvo.
Diante do exposto, cabe às instituições sanitárias e ao Ministério da Saúde o papel de deliberar acerca dessa limitação em palestras elucidativas por meio de cartilhas, dados estatísticos e depoimentos de pessoas envolvidas com o tema, para que a sociedade civil, em especial os pais de das crianças, não seja complacente com a cultura de anti-vacinas difundidos socialmente. Outrossim, é indispensável a criação de mutirões de vacinação em bairros, centros urbanos e postos de saúde, sendo esses vinculados em TV, rádio e redes sociais, a fim de minimizar a problemática e atingir os índices de imunização esperados. Destarte, as doenças que tem reemergido, serão de vez erradicas e ficarão apenas na história assim como a “Revolta da Vacina”.