O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 22/08/2018

Vacina não é o inimigo

Usado como método preventivo para diversas doenças há muito tempo, a vacina vem ganhando grande oposição nos últimos anos. Aliado a falta de vacinação, a rapidez com que as doenças se espalham no mundo atual criam um cenário de instabilidade para doenças já erradicas voltarem a contaminar.

A primeira incidência da vacina no mundo foi no surto de varíola, no século XVIII. Apesar de ser muito utilizado até hoje, o método está gerando um movimento antivacinação. As justificativas para não vacinar as crianças são muitas, desde religiosidade até medo de grande exposição dos bebês aos vírus inoculados. O problema da falta de vacinação nas crianças faz com que doenças erradicas voltem a assustar a população e ganhar espaço.

Ligado a falta de vacinação das crianças, temos a rapidez com que as doenças se espalham atualmente. Principalmente entre a criançada, o contato é muito grande por conta das brincadeiras, sendo o meio propício para que a maioria das doenças se espalharem com rapidez e facilidade. Em 2011, houve um caso no estado de São Paulo em que apenas uma criança com sarampo transmitiu a doença para mais sete crianças não vacinadas, ao total, vinte e seis pessoas foram contaminadas pela doença.

O melhor caminho para solucionar os problemas relacionados a volta de doenças previamente erradicadas, principalmente na questão de oposição as vacinas, é conscientizar a população das graves consequências que as enfermidades podem ter. O Ministério da Saúde deve organizar campanhas mais explicativas sobre a vacina e como a mesma funciona. Outra maneira seria aliar o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação para palestras escolas, em locais carentes e com menos acesso a informação, sobre a vacinas e prevenção de doenças.