O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 01/09/2018
Com o advento da modernidade e avanço da medicina, epidemias como a peste negra, autora da dizimação de 200 milhões de pessoas, foram erradicadas. Todavia, a erradicação não ocorreu de maneira efetiva dando margem para que doenças voltem a assolar a população. O reaparecimento das patologias pode ser motivado pelo progresso da globalização, ou ainda, pelo movimento de antivacinação.
Partindo dessa concepção, enre 1887 e 1930 entraram no Brasil 3,8 milhões de estrangeiros. Com essa informação, tem-se a constatação de que a globalização promoveu, de fato, a intensificação de fluxos migratórios, fator determinante para que doenças “cruzem” fronteiras. Além disso, o período escravocrata do país também foi um momento de grande destaque para a introdução de epidemias no território brasileiro. De acordo com uma pesquisa feita pelo jornal “O Globo” , vítimas de tráfico negreiro ilegal trouxeram hepatite B da África para o Brasil.
Outrossim, o movimento antivacinação vem ganhando destaque na população. A propagação de fakes news a respeito tem promovido uma maior adesão à prática, muitos acreditam veementemente que vacinar acarreta mais malefícios que benefícios e optam por não se imunizar. Alguns pais visando a “proteção” de seus filhos também aderem ao feito e , assim, expoem as crianças a grandes riscos. É importante salientar que atitudes como essas vão de encontro ao direito à saúde que a criança tem proposto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sendo passível até mesmo de pena, caso haja a privação do recurso.
Sendo assim, medidas são necessárias para a resolução do impasse. A mídia aliada aos canais televisivos e em parceria com o Ministério da Saúde deve veicular campanhas que ressaltem a importância da vacinação, vindo a desmistificar qualquer propagação de fakes news, a fim de que a imunização seja efetiva em toda a população, já que a melhor forma de prevenção é a vacinação. Além disso, é importante que os centros de pesquisa trabalhem em conjunto com os laboratórios em busca de um melhor aperfeiçoamento na análise dos vírus, já que são passíveis de mutação, para que as vacinas tenham uma maior eficácia, com o fito de garantir a imunização efetiva e, assim, evitar que epidemias retornem ao panorama brasileiro.