O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 24/08/2018

O importante não é viver, mas viver bem. De acordo com Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que supera a da própria existência. Entretanto, no Brasil, essa não é uma realidade na sua sociedade que, se encontra exposta à doenças anteriormente erradicadas. Com isso, ao invés de aproximar a realidade descrita por Platão da realidade vivenciada no país, o medo de que pessoas continuem morrendo ao contrair doenças reemergentes, e que possuem medidas profiláticas conhecidas pela massa, mostra o quão frágil está o sistema de saúde brasileiro.

Primeiramente, deve-se entender os motivos que favoreceram para que essas enfermidades voltassem a contaminar e a matar pessoas. Pesquisas apontam como uma das principais razões o movimento antivacinação, que ganhou força quando certos pesquisadores associaram determinadas vacinas ao contagio de doenças. É evidente o quanto essa afirmação prejudicou os influenciados por ela, visto que, ao não se imunizar contra as doenças, tornaram-se alvos fáceis de contágio e de transmissão dessas mazelas, aumentando dessa forma, o número de infectados.

Ademais, fatores como falta de saneamento básico, pobreza, condições precárias de vida, ou seja, a desigualdade social, é um forte fator que colabora para o retorno dessas moléstias. O que configura as pessoas mais carentes como alvos fáceis para os vírus. De acordo com Jean Paul Sartre, a violência independente da forma como se manifestar será sempre uma derrota. Destarte, é inadmissível que esse quadro persista sem alteração, haja vista que, insubordinado da classe social, todos pagam impostos, e não conseguem de volta os direitos humanos garantidos, o que nos afasta ainda mais da realidade descrita por Platão.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Seria importante que, o Ministério da Saúde junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizassem um mapeamento das áreas com maior índice de casos dessas doenças, para que as demais entidades cabíveis no ramo de saúde efetuassem nessas regiões campanhas de vacinação em massa, palestras visando a conscientização da importância de vacinar, e uma recapitulação das medidas profiláticas, com o fito de reduzir o número de contágios. Por outro lado, seria importante que, o Ministério dos Direitos Humanos juntamente com a Organização das Nações Unidas promovessem por meio de repercussões midiáticas, campanhas apelativas pela igualdade social, ressaltando a exposição das famílias pobres aos vírus, com o fito de que o governo possa voltar seu olhar para as pessoas carentes, que estão expostas a essas mazelas, e não tem como se defender, reduzindo dessa forma, a incidência de casos dessas doenças antes erradicadas no país, e aproximando-nos da realidade descrita por Platão.