O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 25/08/2018

O médico austríaco Julius Jauregg conseguiu a cura para a sífilis através da inoculação nos seus pacientes do protozoário causador da malária, cuja descoberta lhe rendeu o prêmio Nobel de medicina em 1929. Pouco depois, na década de 1940 fora inventado o antibiótico. Por consequência desses, dentre outros, avanços medicinais e farmacológicos, muitas enfermidades passaram a não ser mais tão assustadoras à sociedade. Como resultado, por não se sentirem mais ameaçadas, muitas pessoas diminuíram a vigilância sobre condutas para evitar muitas moléstias, o que associado à inadequada salubridade da apropriação do espaço provocaram o reaparecimento de moléstias erradicadas no Brasil.

Em princípio, com a evolução da ciência, foram desenvolvidas metodologias para enfrentar com êxito os males que assolavam a saúde pública. Para ilustrar, no século XIX, a cada cinco pessoas infectadas por Sífilis, uma alcançava o óbito, conforme estudos da Universidade de Frankfurt, na Alemanha. Por certo, a superação das referidas problemáticas tranquilizaram a população, a qual passou a ser negligente em relação a cuidados importantes, como o recebimento de vacinas. Cabe ressalvar que dentre as proteções oferecidas pelas aplicações está a relativa ao sarampo, que fora considerado erradicado, no entanto voltou a se manifestar, o que confirma a inadequação do comportamento do habitante que deixa de ir a um posto perceber a prevenção.

Concomitantemente ao comportamento relapso, há de se evidenciar que a falta de infraestrutura adequada também colaborou com o quadro de volta de epidemias. Consoante as pesquisas da fundação Oswaldo Cruz somente 50% da população brasileira possui coleta de esgoto e 20% não possuem acesso sequer a água potável. A saber, 40% das internações de crianças menores de cinco anos no mundo derivam de complicações relativas ao inadequado saneamento, segundo a Organização Mundial de Saúde. Nesse sentido o Governo é partícipe na perpetuação das mazelas.

Em virtude dos fatos mencionados, visando superar o reaparecimento de algumas doenças, o Governo Federal e o Ministério da Saúde devem promover o fortalecimento de campanhas,  tal como da Tuberculose, através de propagandas na televisão e no rádio, que evidenciem para a população a importância da prevenção através da vacinação e os malefícios advindos da falta dela. Outrossim, o Ministério das Cidades deve incentivar programas de construção de casas populares que contemple a correta destinação de lixo e a aplicação de saneamento básico para seus moradores com o efeito de dirimir os problemas derivados de ocupação territorial inadequada. Desta sorte, com essa medidas será possível novamente buscar a extinção das patologias que retornaram.