O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 25/08/2018
Com a vinda dos navios negreiros ao Brasil no século XVII, mais precisamente no Nordeste, o país sofreu com a disseminação da Febre Amarela em seu litoral. Embora date de séculos atrás, as doenças contagiosas, em pleno século XXI, perduram reaparecendo mesmo após terem sido declaradas erradicadas. Esse impasse é desencadeado pela existência de falhas na vacinação da população, assim como a proliferação de vetores. Por conseguinte, isso torna-se uma problemática para a saúde. Nesse contexto, cabe enfatizar que, com o desenvolvimento das vacinas, descoberta por Edward Jenner, os indivíduos puderam desfrutar de melhores condições de saúde. Entretanto, muitas pessoas ainda possuem um sentimento de aversão perante a vacinação, principalmente, após surgir o movimento antivacina. À vista disso, vale ressaltar que por não adquirir a imunização passiva esses indivíduos tornam-se vulneráveis a contaminação e, se contaminados, transformam-se em um meio de propagação de doenças.
Além disso, é importante salientar que, com os avanços da urbanização e, consequentemente, o desmatamento, os vetores hospedeiros foram deslocados para as áreas urbanas. Logo, é valido analisar que o maior contato do hospedeiro com a cidade acarreta uma maior e mais rápida dissipação dos agentes patogênicos. Ademais, o combate aos vetores ainda possui lacunas, pois parte da população não se preocupa com essa problemática.
Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de abolir o ressurgimento de doenças erradicadas. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com as mídias televisivas, implementar campanhas de caráter didático sobre a importância de aderir às medidas profiláticas, ensinando como faze-las através de profissionais especializados, com o fito de diminuir de casos de contaminação. Além disso, é dever do Estado investir no controle dos vetores, com a preservação de habitats naturais, criando leis de preservação, a fim de promover a saúde da população.