O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 26/08/2018

O Brasil foi considerado exemplo pela erradicação de doenças como febre amarela, rubéola, poliomelite,etc, porém atualmente, enfrenta a volta de muitas dessas doenças, por conta da queda do número de pessoas imunizadas. As fake news, disseminadas por meio de redes sociais, contribuem muito para o medo que pessoas tem de se imunizar, bem como para as ideias conspiratórias do movimento antivacinas. De fato é cientificamente comprovado que a falta de imunização da população está diretamente ligada à volta de doenças a muito tempo erradicadas.

Apesar do país não ter muitos adeptos ao movimento antivacinas, o Brasil enfrenta um problema muito grande em não conseguir imunizar 100% da população. Alguns cidadãos não participam das campanhas de imunização por: falta de informação correta, que lhes causa medo de que sejam infectados pelos antígenos contidos nessas vacinas; por conta da falta de acesso aos postos de saúde; pelo fato da informação não chegar até eles; por conta dos horários disponíveis para as imunizações não baterem com os de alguns cidadãos.

Não só a falta de informação e imunização contribuem para a volta de doenças erradicadas, mas também a falta de saneamento básico e o desmatamento de florestas para a urbanização das cidades, que trazem para as ruas das cidades insetos e animais silvestres, que podem trazer à população patologias. Assim como o fluxo migratório, que sem o controle do Estado e sem as devidas imunizações, pode transportar de um lugar a outro doenças endêmicas. A exemplo temos, segundo o G1, no começo de 2018, mais de 400 mortes confirmadas na região sudeste, pela febre amarela, doença endêmica da região norte.

A microcefalia não é uma das doenças que foram erradicadas no Brasil e voltou, mas foi motivo de grande polêmica, em 2016, devido aos inúmeros casos registrados no nordeste brasileiro, associados a um lote de vacinas, por meio de fake News. Após a disseminação desses falsos boatos o Ministério da Saúde divulgou em nota o quão seguras são as vacinas oferecidas pelo Programa Nacional de Imunização (PIN)." As vacinas são fundamentais para proteger o bebê contra doenças graves. Nenhuma das vacinas administradas durante a gestação contém vírus ou outros agentes vivos”. Esses boatos fizeram com que muitos brasileiros não se imunizassem contra, sarampo, rubéola e caxumba.

De suma importância é o controle do desmatamento, a garantia de saneamento básico e o investimento em saúde visando as imunizações por meio do Estado, mas de nada adiantam as profilaxias sem a disseminação de informações corretas e o combate das fake news, visando uma conscientização para a população e a erradicação total dessas doenças.