O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 26/08/2018

A carência de informação a respeito da prevenção de doenças é um problema recorrente na história do Brasil. Em 1904, no Rio de Janeiro, a Revolta na vacina representou um conflito no qual indivíduos, principalmente os de classes mais baixas, negavam a receber vacina contra varíola. Tem-se, no século XXI, um contexto análogo a esse, uma vez que doenças erradicadas voltaram a surgir principalmente por falta de políticas públicas que visem alertar a população sobre os perigos da falta de prevenção. Nesse contexto, fica evidente que medidas devem ser tomadas a fim de resolver a problemática em questão.

Primeiramente, convém ressaltar que o retorno de certas doenças coincide com as condições sociais de uma região. De acordo com pesquisa divulgada em mídia, o nordeste e o norte do Brasil apresentam um crescimento significativo de doenças que já haviam sido controladas, tais como o sarampo e rubéola. Ademais, movimentos contra vacinas, embora não tenham muita força, aumentam de forma expressiva entre a população, seja for falta de informação, ou por rumores em redes sociais.

Outrossim, segundo o educador brasileiro Paulo Freire, o diálogo é a base para a colaboração, no entanto, tal ideia não se aplica  no que diz respeito a conscientização da população por parte do poder público, haja vista que apenas uma pequena parcela da população está devidamente informada sobre a importância da vacinação.

Diante dos fatos supracitados, é perceptível que casos de doenças já controladas no Brasil voltam a preocupar o país. Portanto, urge que o  Ministério da Saúde, juntamento com Secretarias estaduais e municipais,  por meio de programas de vacinação mais eficazes, alertem a população brasileira sobre a importância da prevenção de doenças. Além disso, cabe ao corpo informar os  jovens a respeito de doenças que podem ser prevenidas por intermédio de palestras educativas. Dessa forma, o Brasil poderia superar os desafios de imunização da sociedade.