O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 27/08/2018

A colonização brasileira foi marcada, dentre outros motivos, pela exposição da população nativa à microrganismos oriundos dos portugueses, aumentando a taxa de mortalidade dos povos indígenas. No Brasil contemporâneo, com o avanço da medicina, a maioria das doenças foi controlada ou erradicada e, mesmo assim, tender a reaparecer. Sendo assim, deve-se analisar como a transmissão de agentes patógenos e o comodismo social influenciam para a persistência da problemática.

Primeiramente, cabe analisar como as doenças são disseminadas. Carlos Chagas, sanitarista, defendia a ideia que devemos nos precaver de patógenos que possam entrar no país, trabalhou este pensamento fazendo a reforma sanitária dos portos brasileiros. De maneira antagônica, o Brasil no século XXI, por não ter restrições de entrada, é alvo desenfreado de imigrantes refugiados, que trazem consigo diversos microrganismos. Por consequência disso, em 2018, o sarampo que há décadas havia sido erradicado, voltou a aparecer.

Além disso, é válido ressaltar que, negligenciar o desconhecido sempre foi um agravante. Isso acontece, pois, quando uma doença é erradicada acredita-se que ela não voltará, e, assim, a população acomoda-se imaginando que é desnecessário se prevenir de algo que não se vê. Prova disso é a baixa adesão às campanhas de vacinação, realizadas pelo Ministério da Saúde (MS), que, por poucos se imunizarem torna a população mais susceptível ao contagio.

Torna-se evidente, portanto, que a relação saúde-doença pode ser controlada por meio da profilaxia. Logo, o Governo Federal em parceria com o MS deve criar projetos de leis que regulem a entrada do Brasil, exigindo que portadores de doenças infecto-contagiosas sejam tratados antes de vir ao país, além de exigir regularidade vacinal, reduzindo assim a exposição. E, por fim, as escolas e os veículos de comunicação de massa devem intensificar o preparo da sociedade para combater o inimigo invisível, através de discussão e exposição de métodos preventivos, como a importância da vacinação. Somente assim, essas doenças que insistem a ressurgir serão exterminadas de vez da pátria verde e amarela.