O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 28/08/2018
A Revolta da Vacina foi uma reação popular ocorrida em 1904 no Rio de Janeiro contra a imunização compulsória, liderada pelo sanitarista Oswaldo Cruz, que através dessa imposição controlou os surtos de patologias como varíola, febre amarela e peste bubônica. Hoje, porém, nota-se o ressurgimento de epidemias consideradas extinguidas, e isso se deve à decadência no número de pessoas imunizadas e à crescente entrada de imigrantes, principalmente venezuelanos, no Brasil.
Primeiramente, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegura que a vacinação dos menores nos casos recomendados por autoridades sanitárias é obrigatória. Entretanto, em razão do Movimento Antivacina, sustentado por “fake news”, muitas pessoas evitam a vacinação de seus filhos por temerem o desenvolvimento de outras doenças ou problemas psicológicos. Tal movimento surgiu em 1998, quando um médico publicou um artigo equivocadamente em uma revista relacionando a vacina Tríplice Viral - que previne sarampo, caxumba e rubéola - ao autismo. Com essa falsa informação muitos pais deixaram de imunizar as crianças, aumentando assim os casos dessas doenças.
Além disso, sabe-se que com a crise humanitária vivenciada atualmente na Venezuela temos um grande número de imigrantes no Brasil, principalmente no Norte do país. Isso facilita a propagação de patologias visto que entre todos os países da América, na Venezuela estão presentes cerca de 80% dos casos de sarampo e, se essas pessoas permanecem sem a imunização tornam-se os vetores de propagação. Vele destacar que a negligência do Governo em relação ao Sistema Único de Saúde (SUS) em cidades de risco acaba colaborando para o aumento da disseminação dessas mazelas sociais.
Fica claro, portanto, que é preciso aperfeiçoar a profilaxia dessas doenças que reapareceram para que elas possam ser controladas e para que novos surtos possam ser evitados. Para isso, o Ministério da Saúde juntamente com a mídia, através de canais abertos de televisão, devem refazer as campanhas de vacinação desmistificando a relação dessa medida preventiva ao desenvolvimento de outras patologias. O Governo deverá ainda fiscalizar o repasse de verbas destinadas à saúde, sobretudo aos estados que recebem a maior quantidade de imigrantes, para que o SUS tenha uma maior infraestrutura podendo atender tanto brasileiros, como venezuelanos. Assim essas doenças serão evitadas e poderemos ter uma melhor qualidade de vida.