O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 29/08/2018

O processo ao combate de doenças no Brasil não é contemporâneo. Durante o século XX, Oswaldo Cruz promoveu ações para erradicar algumas doenças, com a eliminação de ratos e a vacinação obrigatória. Essa iniciativa permitiu que o Brasil, ao longo dos anos, erradicasse certas doenças, entre elas a malária e a tuberculose. Entretanto, o reaparecimento delas se tornou uma preocupação para a população.

Primordialmente é lícito citar o livro “Capitães da Areia” de Jorge Amado, que retrata ima epidemia de bexiga que atingiu majoritariamente a periferia das grandes cidades. De forma análoga acontece hoje, pessoas da periferia e sem instrução educacional são as mais suscetíveis à essas doenças, pois a vacinação, que hoje é voluntária, não atinge de forma homogênea toda população, devido aos descuidos dos gestores municipais e da falta de conhecimento de medidas preventivas que acabam prejudicando a população marginalizada.

Deve se abordar, ainda, que o desmatamento da flora leva ao contato com a fauna silvestre e tem como consequência a exposição do homem à doenças que eram particulares de animais selvagens, como a febre amarela. A exploração das áreas florestais é resultado da crescente expansão agrícola, com o objetivo de aumentar as produtividades de algumas indústrias, bem como da biopirataria, que ocasiona o contato do homem com o animal de forma inapropriada. Essas atitude são feitas com imediatismo e sem averiguação dos possíveis impactos à saúde humana e ao meio ambiente. Por isso, é uma das causas dos reaparecimentos das patologias erradicadas.

Diante do exposto, é perceptível que mudanças são fundamentais para resolver essa situação. Para isso, o Ministério da Saúde através da Atenção Básica deve diagnosticar as áreas mais suscetíveis ao reaparecimento dessas doenças e promover campanhas de vacinação destinadas destinadas a esses lugares, assim como campanhas de prevenção e conscientização realizadas pela vigilância sanitária, a fim de que a imunização e a conscientização ocorra de forma efetiva. Para garantir uma maior eficácia, o Ministério do Meio Ambiente deve instaurar postos de vigilância ao longo das zonas florestais, para fiscalizar e controlar a expansão agrícola e a biopirataria, com auxílio de um policiamento adequado. Destarte, seria iniciado um novo processo para o desaparecimento de doenças até então erradicadas.