O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 31/08/2018
No século XX, Rio de Janeiro, ocorreu a Revolta da vacina, e o estopim da agitação foi o desconhecimento da população sobre os mecanismos e efeitos de uma vacina. Nesse víeis, décadas após, infelizmente, ressurge doenças que já haviam sido suprimidas; seja pela inércia estatal, seja pela desinformação da sociedade civil.
Convém ressaltar, a princípio, que o direito à saúde está positivada na Constituição Federal de 1988, garantia fundamental de todos os cidadãos. Entretanto, a normatização não converge junto a materialização. Confirma-se isso, pela ineficácia da cobertura vacinal plena, em alguns municípios do Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, no primeiro semestre de 2018, ocorreu uma baixa na distribuição das vacinas, chegando até os postos apenas 10% do material devido.
Outro fator é a a propagação de grupos antivacina nas redes sociais, sobre males que as vacinas ocasionam, sem fundamentos e comprovações científicas, muitos acreditam na filosofia do médico Andrew Wakefild, que atrelou a frequência de casos de autismo com a vacina tríplice viral. Segundo Émille Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar. Logo, emergem então as implicações comunitárias inerentes as ¨fakes news¨, gerando a baixa vacinal na população.
Diante do exposto, cabe ao governo investir nos laboratórios de pesquisas, para assim, baratear os custos vacinais, e suprir as necessidades de toda a população assistida pelo Sistema Único de Saúde. Como também, levar nas comunidades, em suas unidades de saúde, especialistas, para palestrar e sanar dúvidas do processo e a metodologia da imunização , mostrar suas benécias quando tomadas. Ademais, fazer campanhas, nas mídias e redes sociais, grandes influenciadores de massa, chamando a população a atualizar suas carteiras vacinais, e exibir doenças impactantes que podem ser acometidas no descumprimento da atualização. Assim, as doenças seria novamente erradicadas.