O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 02/09/2018
Os fatores associados ao reaparecimento de doenças erradicadas, no Brasil, são encontrados, principalmente, na falta de informação da população quanto aos benefícios da vacinação. A condição de pobreza e a famigerada ‘‘fake news’’ são apontadas como precursores. Mas também o modelo de desenvolvimento econômico das sociedades que vem afetando as questões ambientais.
A princípio, vale ressaltar, que o renascimento de doenças erradicas, no Brasil, é um problema não só de saúde, mas também socieconômico. Doenças como a poliomelite, que teve o seu último caso diagnosticado, no país, na década de noventa, voltaram a aparecer, só em dois mil e dezessete foram doze os casos registrados de paralisia infantil, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Nesse cenário, o vilão foi a falta de informação dos pais, já que a poliomelite pode ser evitada com uma simples vacinação.
Em segundo plano, a falta de investimentos em campanhas sanitaristas e o modelo de vida contemporâneo são fatores auspiciosos para o ressurgimento de doenças extirpadas. No início do século XX, o sanitarista Oswaldo Cruz, conseguiu erradicar a dengue e a febre amarela com medidas baseadas em campanhas para a eliminação dos mosquitos por meio da limpeza da cidade. Em oposição aos dias atuais, onde a destruição do habitat natural de diferentes espécies, reduziu os predadores naturais do mosquito, que tem como consequência a proliferação do inseto e as nefastas enfermidades.
Diante desse cenário, o Ministério da Saúde deve investir em campanhas para a propalação dos benefícios da vacinação, através de comerciais na televisão, e a distribuição de panfletos que visem minguar a desinformação. Ademais, cabe ao Estado a preservação dos habitats naturais, delimitando áreas de preservação ambiental. Dessa forma, o Brasil poderia superar os desafios do renascimento das doenças erradicadas.