O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 06/09/2018

Contrarrevolução das doenças

Sarampo, poliomielite, rubéola e difteria são doenças que estavam erradicadas ou controladas no Brasil e que, hodiernamente, estão voltando ou com altas chances de voltar a atingir a população brasileira, segundo o Ministério da Saúde. Esse panorama é realçado pela chegada de novos imigrantes no país e pela questão dos horários de atendimento nos postos de saúde, fatores que devem ser discutidos, bom como suas soluções.

Em primeiro lugar, vale destacar que a Venezuela passa por uma crise humanitária, o que tem feito os habitantes desta nação migarem para o território canarinho. O cenário atual venezuelano é marcado pela defasagem da garantia das necessidades básicas dos venezuelanos, tais como a saúde, justificando a presença da epidemia de sarampo nesta localidade. Diante desta realidade, como o Brasil é um dos polos de atração para estes indivíduos, surge a possibilidade da vinda de doenças com estes grupos, causando o reaparecimento das mesmas, principalmente do sarampo.

Além disso, um dos impasses em relação à imunização da população é, indubitavelmente, a falta de horários estendidos para sua vacinação. Com a globalização, a busca por qualificação e a inserção da mulher no mercado de trabalho tornaram-se crescente, o que faz destes indivíduos estarem o dia todo ocupados. Consequentemente, estes cidadãos encontram dificuldades para se vacinarem, visto que os horários de atendimento dos postos de saúde não são acessíveis a todos eles, situação que confirma a diminuição da cobertura vacinal entre os adultos, conforme o Ministério da Saúde, aumentando, desta maneira, a vulnerabilidade destas pessoas às doenças que se fazem novamente presentes no país.

Mediante o alencado, urge a realização de medidas para controlar as doenças reaparecidas em terras brasileiras. Cabe ao Ministério da Saúde a intensificação das campanhas de vacinação no território nacional, priorizando os estados onde prevalecem a chegada de imigrantes, através da presença de enfermeiros nos locais onde esses indivíduos estão mais concentrados e nas escolas, para que todos sejam imunizados e os estudantes cujos pais são ocupados garantam sua vacinação. Ademais, o Programa Nacional de Imunização deve estender o horário de vacinação nos postos de saúde pelo menos um dia na semana, através de um decreto do Ministério da Saúde, com o fito de vacinar a população adulta e contornar o empecilho da falta de tempo. Desta forma, doravante o Brasil voltará a erradicar e controlar doenças que reapareceram na atualidade.