O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 16/10/2018

Poliomielite. Sarampo. Rubéola. Difteria. São doenças que preocupam o Ministério da Saúde na atual conjuntura, tendo em vista seu ressurgimento, e, ainda, segundo esse órgão a taxa de vacinação não atingiu, nos municípios brasileiros, a meta almejada. Nesse viés, nota-se que a falta de conhecimento da população atrelada ao ato de não prevenção geram efeitos negativos à saúde coletiva.

Em um primeiro momento, cabe analisar as origens desse insucesso da imunização no país. Nesse sentido, destaca-se o aumento da circulação de “fake news” - notícias falsas - as quais afirmavam, por exemplo, que a vacina da poliomielite causaria danos às crianças, no entanto, tal informação é falsa de acordo com o Ministério da Saúde. Além disso, segundo o Ministro da Propaganda do regime nazista Joseph Goebbels, " Uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade “, ou seja, haja vista a rapidez contemporânea dos fluxos informacionais, o prejuízo do compartilhamento de tais inverdades é quase irreversível, pois acarreta na consolidação e fortalecimento de uma mentalidade anti-vacina. Sendo assim, é fundamental combater tal reprodução de conteúdos falaciosos.

Evidencia-se, ainda o pouco entendimento, por parte da população, sobre a gravidade do  problema. Sob essa ótica, ressalta-se que a não prevenção gera danos não só individuais, como paralisia infantil, febre, inchaço, manchas vermelhas, falta de ar e até a morte, mas também coletivos, por exemplo, a propagação dos vetores, tendo em vista que tais doenças ressurgentes são transmissíveis pelo ar e altamente contagiosas. Por conseguinte, cita-se o pensamento do filósofo Immanuel Kant: “É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade”. Desse modo, a instrução é o melhor caminho para a resolução desse impasse sanitário.

Portanto, é imprescindível que as ONGs da saúde, junto à influenciadores digitais, façam vídeos, difundidos nas redes sociais, os quais expliquem sobre a composição e funcionamento das vacinas, ressaltando a importância delas no combate a enfermidades, alertando o público, ainda, sobre os malefícios individuais e coletivos da não imunização, a fim de desconstruir mitos e falácias sobre elas. Em consonância, as instituições de ensino devem estabelecer parceria com os postos de saúde locais, para que profissionais dessa área promovam palestras nos colégios, as quais esclareçam os sintomas de cada doença, com o intuito de educar e alertar a nova geração sobre os perigos de sua ressurgência. Assim, a cura para o problema será encontrada, por intermédio da proliferação de uma mentalidade brasileira mais responsável com sua saúde.