O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 06/09/2018
Nos dias atuais, a evolução da medicina no tratamento de enfermidades gerou o aumento nos índices de saúde e qualidade de vida ao redor do globo. Entretanto, nos últimos anos, o Brasil tem visto reaparecer diversas doenças até então erradicadas ou quase inexistentes, com um aumento de seus casos em várias regiões do país. Dessa forma, é de suma importância a análise das causas dessa situação a fim de se desenvolver medidas para sua solução.
Em uma primeira análise, nota-se que uma das facetas do problema é a tendência moderna de certas famílias em não vacinar seus filhos. Nessa linha, baseados em afirmações, propagadas principalmente via redes sociais, de que vacinas podem causar sequelas físicas e neurológicas - algo que não possui fundamentação científica - diversos pais têm optado por não imunizar seus filhos. O problema surge na medida em que essas crianças, sem proteção, passam a ser tanto infectados quanto transmissores de doenças que, do contrário, não adquiririam. Prova disso é o recente reaparecimento da poliomielite, virose cujo tratamento em terras nacionais, por meio da campanha “Zé Gotinha”, é referência mundial.
Além disso, em uma análise mais aprofundada, outro problema diagnosticado é a falta de informação. Com destaque para as parcelas mais pobres da sociedade, a negligência estatal em esclarecer os benefícios de métodos de higiene e prevenção geram uma ignorância no povo para a necessidade desses cuidados na preservação da saúde. Consequência disso são os aumentos nos casos de infecção por doenças sexualmente transmissíveis ou que têm relação com o saneamento básico, como a sífilis - DST causadora de problemas cutâneos, neurológicos e que pode levar a morte -, que apresentou, somente em gestantes, mais de 100 mil casos entre 2009 e 2014, segundo dados do site “fortíssima”.
Diante dos exposto, urge a necessidade de se explicitar para a população os benefícios da vacinação. Tal medida pode ser concretizada pelo intermédio de parcerias entre o Ministério da Saúde, hospitais públicos e privados e a mídia na promoção de palestras com médicos e propagandas, visando garantir ao povo a segurança dos processos de imunização e refutar os argumentos infundados sobre os mesmos. Isso provocará um crescimento no número de pessoas protegidas e, consequentemente, uma redução na transmissão de patógenos. Além disso, o Estado deve criar publicidade para informar sobre as vantagens do saneamento básico e do uso de métodos contraceptivos para a prevenção de doenças.