O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 29/09/2018
Guerra ao retrocesso
O filme Guerra Mundial Z estreou em 2013 e foi um sucesso de bilheteria pela trama surreal. Essa mostra a disseminação de um vírus obscuro que transforma as pessoas em zumbi e devido à globalização o processo toma o planeta inteiro. Longe das telas a situação era bem mais favorável à humanidade por causa dos avanços na medicina, porém, diversas doenças já controladas reapareceram no mundo, sendo o Brasil um espaço propício para a ocorrência devido a diminuição das campanhas de saúde e ao fortalecimento das fake news.
Visto que as ciências naturais não são bem trabalhadas nas salas de aula brasileira, a maior parte da população não é bem esclarecida em relação a algumas doenças e às respectivas profilaxias. Um exemplo disso seriam as vacinas, que apesar de terem ganhado força no passado, haja vista os surtos de doenças como paralisia infantil e a massiva cobertura da mídia, perderam adeptos. Assim, a pouca informação cede lugar as fake news, as quais alcançam uma grande proporção e amedrontam os cidadãos. Ademais, o crescimento urbano também facilita o retorno de doenças graças a falta de planejamento em infraestrutura, o que aumenta doenças como febre amarela e malária.
Em virtude disso, problemas considerados já superados reaparecem, só que com uma importante diferença: podem ser mais graves. Isso ocorre porque vírus e bactérias sofrem mutações e - novamente em razão da pouca informação - o cidadão não usa os medicamentos até a data correta o que pode selecionar os seres mais resistentes no organismo. Logo, além dos problemas causados à sociedade, os gastos em saúde aumentam, diminuindo as verbas que poderiam ser aplicas em outras áreas.
Dessa forma, portanto, é necessário interromper esse retrocesso. Para isso é preciso que o Ministério da Educação em parceria com o Ministério das Comunicações promovam palestras sobre doenças típicas de cada região do país nas escolas, usando de folhetos com medidas profiláticas para serem distribuídos aos estudantes, os quais podem mobilizar a comunidade onde moram. A mídia também pode contribuir com a notificação de casos de doenças e explicações sobre a importância das vacinas. Assim, espera-se que a prevenção reduza os gastos no tratamento e que a verba restante seja investida em infraestrutura a fim de diminuir cada vez mais essas mazelas para que epidemias como a do filmes fique apenas na ficção.