O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 02/10/2018

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegura o cuidado com a saúde dos filhos ao dar aos pais o dever de vacinarem seus filhos, desde a primeira infância, contra doenças preveníveis. O não cumprimento pode acarretar em punições previstas na Art. 129 do  Estatuto. No entanto, nos últimos anos o Ministério da Saúde aponta uma baixa na procura por vacinas, o que deixa a população infantil sujeita a doenças já erradicadas.

Em 1998 o médico Andrew Wakefield publicou um artigo que liga a vacina contra o sarampo ao autismo, um problema psiquiátrico. Desde então um movimento antivacina cresce em quase todos os países inclusive no Brasil. O medo de exporem seus filhos a cargas virais, que segundo este artigo podem causar outros problemas, mães decidem por não vacinar as crianças, acreditando que essas doenças não vão mais afetar seus filhos.

Contudo, a redução na taxa de vacinação já mostra um dado preocupante: a volta dessas doenças que à muito tempo não eram mais um problema de saúde pública. Pois, mesmo sendo considerada erradicada, doenças como sarampo ainda possuem seus vírus circulando no ar. O que impede sua transmissão é que o hospedeiro esteja devidamente imunizado, e com cerca de 95% da população vacinada, como recomenda a Organização Mundial de Saúde, pode-se evitar uma possível epidemia.

Portanto, nota-se que além de campanhas de vacinação, o Poder Público juntamente com o Ministério da Saúde deve implementar campanhas de conscientização em nível nacional, afim de explicar a a todos a importância de manter as crianças imunizadas. Em âmbito familiar também deve ser sempre lembrado que o bem estar dos filhos depende de pequenos gestos como este.