O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 01/10/2018

Na Idade Média,a ‘‘Peste Negra’’,uma enfermidade que se propagou ,rapidamente,por meio dos ratos urbanos infectados,transmitindo a pior doença daquela época que matou cerca de 25 milhões de pessoas.As condições precárias de higiene e saneamento básico e os poucos recursos médicos corroboraram  para a eficácia de sua propagação.Séculos depois,no Brasil,doenças epidêmicas como a malária e a febre amarela que já foram erradicadas,voltaram a dizimar a população.Logo,a negligência do corpo civil e  do governo foram essenciais para os  novos surtos.                                                             A princípio,é preciso analisar o descaso da sociedade que efetivou  o reaparecimento de doenças  transmissíveis no país.Na primeira república brasileira,no governo de Rodrigues Alves,houve a chamada Revolta da Vacina, a qual foi uma reação da população á campanha de vacinação obrigatória posto em prática na época,o que ocasionou centenas de mortes.Diante disso,observa-se que anos depois ainda se perpetua,no século XXI,que a vacinação ‘‘seria um golpe de estado para matar cidadãos’’.Ademais,nota-se também,fatores como a ocupação de espaços sem infraestrutura(‘‘favelas’’),que não possuem serviços  de saúde e saneamento básico contribuem igualmente para efetivar a propagação de doenças infecciosas,como a febre amarela a qual vem no seu pior surto,em 30 anos,que  matou mais de 261 pessoas,em 2017,segundo o Ministério da Saúde.               Paralelamente,faz-se necessário atentar para a displicência do governo com o reaparecimento de doenças infecciosas no país.Consoante ao disposto,o jornal Folha de São Paulo,divulgou que em 2017,houve um aumento de 50% nos casos de malária,na região Norte do país.De acordo com a Constituição Federal,no artigo 196,é dever do Estado,garantir saúde a todos,promovendo políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doenças e epidemias.Na prática ,porém,destaca-se o fracasso das autoridades competentes em assegura a eficiência da lei,de modo que os precários serviços de saúde e saneamento básico e proteção ambiental  juntamente com medidas ecológicas cooperam com a falta de políticas públicas no combate a essas enfermidades.           Diante desse quadro,é inegável a necessidade de maior desempenho do governo no combate ao surto de doenças infecciosas no país.A fim de atenuar problema,o Ministério da Saúde deve promover a eficiência da lei,por meio de um maior investimento na saúde pública,com a implantação de uma boa infraestrutura e gestão adequada composta por médicos,enfermeiras e psicólogos disciplinados  que deem à devida assistência aos cidadãos e suas necessidades para que se obtenha finalmente,uma aumento na qualidade de vida das pessoas. Além disso,é vital que as prefeituras promovam oficinas educativas que abordem a importância da vacinação.