O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 24/10/2018
A Revolta da Vacina foi uma insurreição popular ocorrida no Rio de Janeiro no século XX, que consistiu na negação em vacinar-se. Todavia, mesmo com a imensurável importância da vacinação, muitos ainda se recusam a recebê-la, assim como na revolta, e isso aliado à falta de maiores investimentos governamentais na prevenção, ocasiona o reaparecimento de doenças erradicadas, um problema hodiernamente urgente no país.
Segundo o filósofo Thomas Hobbes, “O homem é o lobo do próprio homem”. Em consonância com o pensamento de Hobbes, é possível analisar de forma precisa que grande parte da culpa desse reaparecimento é consequência da população, que muitas vezes, não tem o cuidado em concluir o cartão de vacinação ou se recusam a fazê-lo. Com a publicação de um artigo em 1998 que associava o autismo à vacina Tríplice Viral, o pesquisador Andrew Wakefield, conseguiu aumentar o movimento antivacinação. Tal movimento acredita que não vacinar é mais seguro às crianças e adolescentes, fato que explica o reaparecimento do sarampo no Brasil, doença que pode ser fatal, principalmente às crianças.
Outrossim, a má administração governamental também contribui para esse problema, já que não há grandes investimentos à área da prevenção, através da vacinação. Faltam-se demasiadas vezes vacinas para atender a população. De acordo com a plataforma G1, doses de vacina para meningite, uma doença fatal na maioria das vezes, não foram suficientes para atender aos municípios de Tocantins, por exemplo.
Logo, vê-se necessário medidas para erradicar de vez essas doenças. O Ministério da Saúde (MS), deve investir em campanhas publicitárias nos postos de saúde, através de banners ou cartazes e, na televisão e internet (redes sociais), com vídeos informativos sobre a importância da vacinação e as consequências da falta dessa prevenção. Ademais, em consonância com os Agentes de Saúde, fiscalizar a caderneta de vacinas de crianças e adolescentes. Além disso, o Governo federal deve aumentar a fiscalização na área de prevenção nos municípios, para que não haja a ausência de vacinas, com a aplicação de multas definidas pelo Poder Legislativo. Assim, seria possível não reemergirem mais doenças no país.