O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 13/10/2018

Para viver bem

Sarampo. Poliomelite. Rubéola. Doenças consideradas erradicadas voltaram a aparecer devido a uma certa negligência com a saúde pública, ameaçando a competência do Artigo 196 da Constituição Federal de 1988, que impõe a saúde como direito universal e igualitário. Dessa forma, torna-se imprescindível analisar o porquê do reaparecimento de doenças já erradicas no Brasil, afim de encontrar soluções para combatê-las.

Antes de tudo, percebe-se que o crescimento desordenado das cidades contribui para o reaparecimento de doenças. Isso acontece devido ao extrapolamento da capacidade espacial de centros urbanos, que acarreta no aumento no desmatamento da vegetação brasileira, para a instalação de indústrias, por exemplo. Tal fato faz com que diferentes espécies migrem de seu habitat natural para as cidades, restabelecendo doenças erradicadas. Como prova disso, pode-se citar o surto de dengue e zika no ano de 2015, no qual o mosquito Aedes Aegypti também foi associado com os casos ocorridos de microcefalia em recém nascidos que tiveram mães contaminadas durante a gestação.

Nota-se, ainda, uma resistência da população diante da vacinação. A falta de informação que a população recebe de órgãos responsáveis pela vacinação se torna muito pequena se comparada as “fake news” espalhadas diariamente, ou seja, diante de notícias falsas a respeito da vacinação, como por exemplo, a possibilidade de manifestação de outras doenças, a sociedade, muitas vezes, se amedronta e negligencia a vacinação, aumentando o risco de contaminação de várias doenças. Enfatiza-se isso, através de dados da Revista Saúde, de que certa de 30% da população brasileira deixou de se vacinar contra alguma doença desde 2014 por medo.

Fica claro, portanto, a necessidade de políticas que visam diminuir o reaparecimento de doenças já erradicadas. Dessa forma, faz necessário que o Ministério do Meio Ambiente promova uma maior fiscalização e a punição mais severa frente ao desmatamento, através do aumento de guardas ambientais e de multas, afim de resultar na diminuição de mudança de habitat dos animais. Aliado a isso, é importante que o Ministério da Saúde promova a disseminação de informações por posts em mídias sociais e panfletos elaborados por biomédicos e farmacêuticos sobre a vacinação, desmistificando informações falsas, e assim, desamedrontar o cidadão. Afim de que se tenha uma sociedade mais saudável e com melhor padrão de vida, afinal, seguindo o ideal platônico, “O importante não é viver, mas viver bem”.