O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 14/10/2018
No início do século XX, ocorreu no Brasil a Revolta da Vacina, evento em que a população do Rio de Janeiro se opôs de maneira radical à vacinação obrigatória imposta pelo governo. Infelizmente, mais de cem anos após esse acontecimento, os brasileiros ainda não compreendem a importância da imunização no combate às doenças infecciosas. Com isso, poucas pessoas se protegem, ficando susceptíveis à diversas patologias que se espalham devido ao intenso fluxo migratório.
A princípio, é importante salientar que várias doenças que eram consideradas erradicadas no Brasil reapareceram, como, por exemplo, a varíola o sarampo e a HPV. Esse quadro caótico é produto da falta de comprometimento da coletividade com a prevenção que é realizada através das vacinas. Além disso, também é necessário identificar o reaparecimento de doenças sexualmente transmissíveis que podem ser evitadas com a utilização de preservativos, como a sífilis e a gonorreia. Dessa forma, é possível afirmar que o desconhecimento sobre os riscos de contaminação e o desinteresse da população são fatores responsáveis pelo reaparecimento de diversas patologias.
Outrossim, é de suma importância reconhecer os fluxos migratórios tanto externos quanto internos como responsáveis pela propagação de doenças. Nos primeiros, é possível destacar que a entrada de venezuelanos portadores de sarampo no Brasil agravou a saúde de muitos brasileiros não imunizados. Nos segundos, observa-se a viajem de brasileiros não vacinados a regiões onde há surtos de febre amarela como exemplo. Logo é perceptível que as migrações favorecem a circulação de agentes etiológicos perigosos.
Portanto, em virtude do reaparecimento de doenças consideradas erradicadas, medidas dever ser tomadas. Primeiramente, é preciso que o Ministério da Saúde, em conjunto com os canais de televisão, realizem, periodicamente, campanhas de incentivo à vacinação e ao uso de preservativos, as quais através de vídeos educativos e imagens comoventes, promovam uma conscientização coletiva, levando as pessoas a buscarem os postos de vacinação e a se prevenirem no ato sexual. Ademais, o Poder Legislativo deverá elaborar uma lei que vise exigir vacinações na aquisição de passagens terrestres e aéreas para regiões de risco, assim como na entrada de imigrantes, de modo que a difusão de doenças pelo fluxo migratório seja contido.