O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 20/10/2018

Como referido por Isaac Newton, um corpo não terá seu movimento alterado a menos que forças externas consideráveis atue sobre ele, sobressaindo sua inércia. Esse é, lamentavelmente, o hodierno cenário do reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil: uma inércia que perdura em detrimento de mutações de vírus e bactérias, além da difusão de movimentos “antivacinas”. Sendo assim, convém analisar os principais pilares dessa chaga social.

Convém ressaltar, a princípio, que preocupações associadas a essa problemática não apenas existem, como vêm crescendo diariamente, . Ademais, grande parcela disso se deve à mutação de vírus e bactérias que não respondem mais como o esperado às vacinas e, posteriormente, aos antibióticos e antivirais, além dos mais, os mesmos, na maioria dos casos, são utilizados incorretamente. Dessa forma, os antígenos passam essas características para as próximas gerações, contribuindo para que o combate se torne cada vez mais ímprobo e, consequentemente, acarretando à acentuação do problema exposto.

Faz mister, ainda, salientar a disseminação de grupos contra à imunização ativa como impulsionador da problemática. Outrossim, movimentos como esses disseminam ideias sem bases científicas, porém, popularizam-se e ameaçam a conquista à vacinação, conjunturas assim foram evidenciadas, também, no passado, por mais que pareçam recentes. Elucidando isso, pode-se citar a Revolta da Vacina ocorrida no Rio de Janeiro, no início do século XX, que se caracterizou pelo motim da população contra a lei da vacinação obrigatória; tais feitos favorecem na formação de um problema social com dimensões cada vez maiores.

Destarte, forças externas suficientes devem tornar efetivas, vencendo a inércia mencionada inicialmente. Sendo assim, o Ministério da Saúde, em parceria com o Governo Federal, deve fortificar investimentos em campanhas e palestras, ministradas por médicos e enfermeiros, que discutam sobre a forma eficaz da utilização de antivirais e antibióticos, a fim de amenizar o alastramento de antígenos resistentes. Aliado a isso, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com Governo Federal, financie projetos educacionais nas escolas, que inclua propagandas televisivas e debates entre professores e alunos alertando sobre a importância da imunização ativa. Somente assim, com medidas graduais, haverá um corpo social mais saudável e livre de conceitos errôneos.