O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 18/10/2018

Educar para combater.

No século XVI, com o descobrimento do Brasil, vários povos e etnias chegaram ao país trazendo doenças que até então não eram conhecidas pelo sistema imunológico dos índios, fazendo com que boa parte fosse eliminada. Diante disso, com o passar dos anos a tecnologia junto com pesquisas na área médica trouxeram vários benefícios, um deles a vacina, que evitou inúmeras mortes, porém, o descaso da população e fake news sobre o uso da imunização fez com que boa parte voltassem.

Em primeira análise, a falta de vacinação coloca em perigo não só a pessoa, mas a sociedade inteira, pois, boa parte das enfermidades são disseminadas pelo ar. Com isso, a falta de interesse dos cidadãos brasileiros em si imunizar aumenta o número de casos, resultando no ressurgimento de doenças que até então estavam controladas. Segundo o Ministério da Saúde, o sarampo voltou com mais de mil casos em todo o Brasil.

Em segunda análise, outros problemas corroboram a problemática, a propagação de notícias falsas sobre o uso da vacina, da qual podem surgir doenças. Em 1998, o pesquisador e médico Andrew Wakefield associou a imunização Tríplice Viral ao autismo em um artigo, mesmo após inúmeros testes que deram como negativo o resultado, muitas pessoas levaram como verdade absoluta, entre outras correntes que surgiram nos séculos passados, evitando assim a eficácia da programação das vacinas.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. É dever do Estado garantir a vacinação das crianças, por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente que já obriga os pais a vacinaram seus filhos, com ajuda do judiciário fiscalizar as tabelas de imunização das crianças, para que as doenças não voltem a assolar o país. Também, os Ministérios da Saúde e da Educação devem criar palestras de cunho educativo em escolas públicas e privadas sobre as doenças que possuem vacina e a importância de se cuidar, para que a população fique segura.