O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 18/10/2018
No início do século XVI, os portugueses chegaram ao litoral brasileiro e juntamente trouxeram várias doenças que os nativos ainda não conheciam, o que provocou diversas epidemias e causou a morte de muitos. Ainda que, hodiernamente, a medicina tenha avançado em muitos aspectos, enfermidades generalizadas, como as do Brasil Colônia, e o reaparecimento de patologias que já foram erradicadas ainda preocupam a população. Assim, as causas desses problemas precisam ser solucionadas, sendo elas: os entraves sociais que facilitam a disseminação e os movimentos antivacinação.
Em primeiro lugar, para manter o estado sadio é preciso ter condições básicas de vida. Segundo o professor da UFMG, Manuel Rocha, as adversidades sociais, como a ausência de saneamento, a desigualdade, as tensões e a exploração inadequada da natureza são alguns dos fatores que influenciam no ressurgimento de males que antes eram controlados. Dessa forma, a inobservância estatal provocada pela corrupção e pela má distribuição de verbas, acentua os entraves sociais e deixa as populações de baixa renda vulneráveis a doenças que poderiam facilmente ser evitadas.
Ademais, após estudos realizados por um pesquisador britânico que associou o autismo a vacina Tríplice Viral, começaram a surgir no Brasil e no mundo movimentos antivacinação preocupados com a hipótese de que as vacinas estariam fazendo mal as pessoas. Contudo, de acordo com o teólogo, Jacques Bousseat: “A saúde depende mais das precauções que dos médicos.”, portanto, o melhor mecanismo para evitar enfermidades são os meios de prevenção, sendo a vacinação um deles. Com isso, os movimentos dessa categoria precisam ser combatidos e a comunidade imunizada por completo, evitando surtos de patologias já conhecidas.
Destarte, conforme o filósofo, Ralph Waldo Emerson: “A maior riqueza é a saúde.”, logo, é preciso preservá-la. Nesse sentido, faz-se necessário que o Governo Federal, via Ministério da Saúde, intensifique as campanhas de vacinação, disponibilizando um maior aporte de verbas para essa área e divulgando propagandas sobre a importância da prevenção de doenças reemergentes nos meios midiáticos, com a intenção de alertar a sociedade e aumentar a frequência de imunizados nas cidades brasileiras. Outrossim, a não imunização de menores por parte dos responsáveis é crime e esse deve ser melhor fiscalizado, por meio da apresentação anual nas escolas do cartão de vacinação aos agentes de saúde do respectivo bairro da instituição, além do mais, em casos de não imunização os tutores devem ser punidos de modo educativo, através da prestação de serviços em hospitais, a fim de combater esse delito. Desse modo, o reaparecimento de enfermidades e epidemias, como as do século XVI, serão evitadas.