O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 19/10/2018
O reaparecimento de doenças, como a febre amarela, cuja versão urbana havia sido erradicada no ano de 1942, aponta a existência de problemas na sociedade e também um desleixo por parte das autoridades da saúde. Alguns fatores que podem explicar os motivos da proliferação de enfermidades já controladas, são a formação de grupos contrários à vacinação, a redução do empego de medidas preventivas e, principalmente, o tempo.
Em outras palavras, durante uma epidemia é comum que a mídia foque no acontecimento e o assunto seja bastante discutido pela população. Todavia, quando o período de risco passa, as pessoas, gradativamente, param de atribuir atenção para aquele tema e depois de um tempo, esquecem-o. E isso é um fator importante que permite o retorno de algumas patologias, pois os indivíduos tornam-se menos cuidadosos e interrompem a execução dos métodos profiláticos, logo que não recordam-se mais do propósito de tal ação.
Ademais, essa situação fornece um terreno fértil para a desinformação. A partir do momento que as autoridades sanitárias diminuem a força das campanhas, as quais promovem a importância das vacinas ou do uso de preservativos, por exemplo. Abre-se espaço para grupos, como os opositores à vacinação, contestarem o uso dessa medida e difundirem informações falsas ou incorretas por meio da internet. E as consequências são um número maior de pessoas parando com a imunização e levando à reincidência de algumas enfermidades na população.
A fim de evitar o retorno de doenças erradicadas no Brasil, é preciso sempre lembrar o cidadão da relevância das vacinas e de atitudes preventivas. Para isso acontecer, o Ministério da Saúde deve promover campanhas publicitárias por meio da televisão e internet, alertando a sociedade sobre os riscos que estamos suscetíveis sem a proteção fornecida pelos procedimentos profiláticos. E com essas ações, espera-se que a população esteja continuamente cautelosa em relação a sua saúde.